Foto por: Senado Federal
Aloysio era secretário da Casa Civil de Serra na época da suposta reunião

Aloysio Nunes é citado em investigação da Lava Jato que denunciou Serra

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Heitor Mazzoco
03/07/2020 às 20:26
Bastidores

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, usou uma reunião com ex-senador rio-pretense para provar influência no governo paulista

Paulo Preto 1
O ex-senador rio-pretense Aloysio Nunes (PSDB) é citado na denúncia oferecida contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), hoje senador, e a filha dele Verônica Serra por suposta lavagem de dinheiro. Nesta sexta-feira (3), Serra e a filha foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal realizou busca e apreensão na casa do tucano.


Paulo Preto 2
O nome de Aloysio aparece em uma suposta reunião feita a pedido de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, junto a representantes de empreiteiras no começo do governo Serra. À época, o ex-senador comandava a Casa Civil.

Paulo Preto 3
De acordo com o Ministério Público Federal, Paulo Preto disse para diretores de empreiteiras que teria influência no governo paulista. A fala ocorreu, segundo o MPF, em um hotel na avenida Faria Lima, em São Paulo. Nesta reunião, teria ficado acertado que o governo liberaria aditivos em contratos com as empresas. Porém, a denúncia sustenta que Paulo Preto pediu 0,75% de cada contrato para supostamente destinar a campanhas do PSDB.

’Emissário’
Para o MPF, há evidências de que Paulo Preto era "emissário de Serra e subordinados como Aloysio Nunes. "Ou seja, além da propina arrecadada para si, Paulo Vieira era, também, um emissário de agentes políticos no Estado de São Paulo, chegando a dar evidências de que agia em nome de José Serra e subordinados seus, como Aloysio Nunes Ferreira", cita a denúncia.

Prova de influência
O MPF segue dizendo que Carlos Henrique Barbosa Lemos, então executivo da OAS, questionou Paulo Preto sobre a tal influência junto ao governo Serra. E este, para provar, agendou reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, com participação de Aloysio. "E nela, Aloysio Nunes acabou seguindo exatamente a ordem de assuntos que Paulo Vieira de Souza antecipara às empreiteiras que seria seguida.” O ex-senador não foi encontrado para falar sobre o assunto. Contra Aloysio não pesa, no entanto, nenhuma denúncia.

Outro Lado
Aloysio Nunes afirmou por meio de nota que a reunião citada era de conhecimento público. "A denúncia do Ministério Público contra o senador José Serra nada arguiu em relação a mim. A procuradoria limitou-se a citar, de forma a contextualizar os fatos narrados na peça, uma reunião da qual participaram  muitos outros secretários estaduais e cuja pauta era de conhecimento público. Essa reunião já havia sido analisada no bojo de um inquérito arquivado em outubro de 2018 pelo STF, por absoluta falta de provas. Em suma, essa denúncia não me diz respeito".






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