Foto por: Reprodução
Mapa mostra como está a flexibilização em cada regional do Estado

Região Rio Preto está mais perto do amarelo que do vermelho, diz Vinholi

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto, Heitor Mazzoco e Karol Granchi
03/07/2020 às 20:31
Bastidores

A chamada Fase 3 da flexibilização da economia permite funcionamento de bares, restaurantes e salões de beleza

Perto do amarelo 
Apesar da alta de casos positivos de Covid-19, e também de internações e mortes, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi (PSDB), afirmou ao DLNews que a região de Rio Preto, que permaneceu na Fase 2 (laranja) na atualização desta sexta (3), está mais perto de avançar para a Fase 3 (amarela), que aumenta a flexibilização de atividades econômicas, do que regredir para a Fase 1 (vermelha), que mantém funcionando apenas os serviços essenciais. 

Com bares e salões
A Fase amarela permite, além de comércio de rua, shoppings centers, concessionárias e escritórios, o funcionamento, por exemplo, de restaurantes, bares e salões de beleza. Também aumenta o limite de público dentro dos estabelecimentos, que salta de 20% para 40% da capacidade. E turnos de 6 horas. 

Hospitais salvam
A estrutura hospitalar da região como um todo, puxada por instituições universitárias como o Hospital de Base (Rio Preto) e Padre Albino (Catanduva), é que coloca a DRS-15, hoje, praticamente como uma ilha laranja cercada de vermelho. 

Já é vitória 
Em Rio Preto, especificamente, a permanência na Fase 2 já foi vista como uma vitória pelo prefeito Edinho Araújo (MDB) e os integrantes do comitê municipal de gestão da crise sanitária, em função dos números preocupantes registrados na segunda quinzena do mês de junho até o momento. 

Ajuda aí
"Os rio-pretenses devem continuar cumprindo as orientações de manter o isolamento social, usar máscara, álcool em gel e, se possível, ficar em casa, para que possamos continuar na fase laranja do Plano São Paulo, evitando-se um retrocesso de fase, o que obrigaria a funcionar apenas os serviços essenciais”, afirmou o prefeito ao ser questionado pelo DLNews. 

Tudo pode acontecer
O secretário de Saúde, Aldenis Borim, também opta pela cautela. "No pico, não é possível prever com muita antecedência. Em Rio Preto, eu chutaria que ficaremos no laranja ainda na próxima classificação. Mas como eu disse, no pico tudo pode acontecer.”

Cabo de guerra 
O fato é que existe um cabo de guerra diante da epidemia no município. Se de um lado existe pressão grande para ampliação na reabertura, o avanço da doença estimulou mobilização pública por fechamento total. 

Protesto silencioso 
Liderado pelo médico sanitarista e professor da Famerp Cacau Lopes, um grupo de críticos à flexibilização da atividade econômica organizou, no final da tarde desta sexta-feira (3), protesto silencioso em frente ao prédio da Prefeitura, na avenida Alberto Andaló. 

Pelo lockdown
Os ativistas, em torno de dez pessoas vestidas de preto, defendem o isolamento total da cidade, ou um lockdown de fato, como forma de conter o avanço da Covid-19. Para chamar a atenção, eles fincaram dezenas de cruzes no canteiro central da avenida, simbolizando as mortes provocadas pela doença no município. 

Recado 
"Este ato é em favor da vida e contra a negligência do prefeito em relação à Covid-19”, afirmou Cacau Lopes. Segundo ele, a ideia foi mobilizar pouca gente para evitar aglomerações, mas mandar o recado. Rio Preto soma, até esta sexta, 3.079 casos confirmados e 86 mortes. São 88 doentes internados em UTI e 170 em enfermaria. 

Bola fora 1 
O vídeo do genro de uma médica jogando basquete na quadra da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Rio Preto (SMC) causou polêmica nas redes sociais. Isso porque os profissionais da saúde estão na linha de frente no combate à pandemia e são os principais defensores do isolamento social. No vídeo, postado no dia 27 de junho, o "atleta” está sozinho, mas nos comentários ele convida um amigo para dar uns arremessos com ele na quadra do Clube dos Médicos. 

Bola fora 2 
Questionado pelo DLNews, o presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia, Kássey Vasconcelos, disse estar surpreso com o vídeo. "A Sociedade de Medicina e Cirurgia informa que, ao tomar conhecimento da existência de vídeo em conta do Facebook, iniciou imediatamente a apuração dos fatos para constatar se o este foi gravado durante a pandemia. Como entidade de Saúde, representativa da classe médica, a SMC ressalta desde já que cumpre a determinação da Prefeitura de Rio Preto de proibir quaisquer atividades nas suas dependências, inclusive, a prática de esportes”.

Bola fora 3
A nota continua. "Desta forma, a SMC condena qualquer atitude que venha a infringir a determinação da Prefeitura e que vá de encontro às orientações de prevenção e combate à pandemia do coronavírus. Portanto, se constatar que as circunstâncias retratadas no vídeo terem ocorrido durante a pandemia, a SMC tomará as medidas necessárias para que tal fato não mais aconteça.”

Sem cloroquina 
O pré-candidato a prefeito de Rio Preto, Carlos de Arnaldo (PDT), postou vídeo nesta sexta-feira (3) em suas redes sociais agradecendo os profissionais que trataram dele no Hospital de Base, e também os amigos que torceram e fizeram orações a seu favor. O pedetista ficou 15 dias internado com Covid-19. Ele enumerou em seu depoimento os cinco medicamentos que tomou na luta contra a doença: Azitromicina, Dexametasona, Clavulin, Anticoagulante e Omeprazol.

Agravou 
Já o quadro do médico Jorge Fares, diretor-executivo da Funfarme, se agravou e ele foi intubado na UTI na manhã desta sexta (3). Com 65 anos de idade, Fares está em leito de terapia de tratamento intensivo no Hospital de Base há 15 dias. 

Paulo Preto 1
O ex-senador rio-pretense Aloysio Nunes (PSDB) é citado na denúncia oferecida contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), hoje senador, e a filha dele Verônica Serra por suposta lavagem de dinheiro. Nesta sexta-feira (3), Serra e a filha foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal realizou busca e apreensão na casa do tucano. 

Paulo Preto 2
O nome de Aloysio aparece em uma suposta reunião feita a pedido de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, junto a representantes de empreiteiras no começo do governo Serra. À época, o ex-senador comandava a Casa Civil.

Paulo Preto 3
De acordo com o Ministério Público Federal, Paulo Preto disse para diretores de empreiteiras que teria influência no governo paulista. A fala ocorreu, segundo o MPF, em um hotel na avenida Faria Lima, em São Paulo. Nesta reunião, teria ficado acertado que o governo liberaria aditivos em contratos com as empresas. Porém, a denúncia sustenta que Paulo Preto pediu 0,75% de cada contrato para supostamente destinar a campanhas do PSDB.

’Emissário’
Para o MPF, há evidências de que Paulo Preto era "emissário de Serra e subordinados como Aloysio Nunes. "Ou seja, além da propina arrecadada para si, Paulo Vieira era, também, um emissário de agentes políticos no Estado de São Paulo, chegando a dar evidências de que agia em nome de José Serra e subordinados seus, como Aloysio Nunes Ferreira", cita a denúncia.

Prova de influência
O MPF segue dizendo que Carlos Henrique Barbosa Lemos, então executivo da OAS, questionou Paulo Preto sobre a tal influência junto ao governo Serra. E este, para provar, agendou reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, com participação de Aloysio. "E nela, Aloysio Nunes acabou seguindo exatamente a ordem de assuntos que Paulo Vieira de Souza antecipara às empreiteiras que seria seguida." Contra Aloysio não pesa, no entanto, nenhuma denúncia.

Outro Lado
Aloysio Nunes afirmou por meio de nota que a reunião citada era de conhecimento público. "A denúncia do Ministério Público contra o senador José Serra nada arguiu em relação a mim. A procuradoria limitou-se a citar, de forma a contextualizar os fatos narrados na peça, uma reunião da qual participaram  muitos outros secretários estaduais e cuja pauta era de conhecimento público. Essa reunião já havia sido analisada no bojo de um inquérito arquivado em outubro de 2018 pelo STF, por absoluta falta de provas. Em suma, essa denúncia não me diz respeito".

Promessa
O Ministério da Infraestrutura promete um pacote de licitações, leilões e entrega de obras até o final deste ano. Entre as obras, está a duplicação da BR-153, em Rio Preto. Para o prefeito Edinho Araújo (MDB), a obra já está 80% concluída.

Manifestação
A juíza Tatiana Pereira Viana Santos, da 2ª Vara da Fazenda de Rio Preto, deu prazo de 72 horas para a Prefeitura de Rio Preto se manifestar sobre lei que corta benefícios de médicos no município, diante da pandemia da Covid-19. O Executivo tem ainda 30 dias para apresentar contestação sobre ação movida pelo Sindicato dos Médicos.






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