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Foto por: Imagem ilustrativa
Temperaturas podem chegar a 42º C nos próximos dias na região de Rio Preto

Onda de calor é resultado de desordem na estrutura atmosférica, afirma especialista

Por: Da redação
01/10/2020 às 17:33
Cidades

Setembro se encerrou com novo recorde de temperatura, a 40,9 ºC, e umidade relativa do ar em 19. Aquecimento é tendência global, segundo especialista


Rio Preto fechou o mês de setembro com novo recorde de temperatura elevada em 40,9ºC e baixa umidade relativa do ar em 19, segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). A previsão é de máxima entre 39ºC e 42ºC até o dia 10 de outubro na região, sem previsão de chuvas.

Segundo o engenheiro civil, sanitarista e professor de gestão ambiental José Mario Ferreira de Andrade, essa é mais alta temperatura registrada na cidade.

"Em setembro tivemos uma temperatura média de 28,2ºC, sendo 1,2 grau acima da média de 2019. De uma forma geral a temperatura anual é de 25,5ºC, mas quando a gente confronta com os dados de 10 anos atrás, houve aquecimento de 0,8 grau. Esse aquecimento é explicado pelos climatologistas como uma tendência global. Isto é, estamos passando por um momento de aquecimento”, afirmou.

Ainda de acordo com o especialista, o calor excessivo se dá pelo aumento do efeito estufa, provocado pelas emissões gasosas da queima de combustíveis fosseis como o petróleo e o carvão, que se acumulam na atmosfera.

"Quando a gente observa a população mundial em torno de 7,2 bilhões de habitantes, são praticamente 220 mil pessoas a mais por dia. O mundo consome aproximadamente 100 milhões de barris de petróleo. Segundo os dados mais recentes, as concentrações de CO2 na atmosfera já estão superiores a 420 partes por milhão, indicando uma tendência de aquecimento”, explicou.

Incêndios

Ainda de acordo com o professor, as altas temperaturas também são influenciadas pelos incêndios que atingem o pantanal mato-grossense, o cerrado, a floresta amazônica, áreas na Argentina, Paraguai, Bolívia e Califórnia. Esses incêndios estariam se espalhando, possivelmente, por condições meteorológicas como altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos fortes.

"Nos casos de incêndios florestais, são mais emissões gasosas de carbono, que aumenta sua concentração na atmosfera e também ocorre o fenômeno do aquecimento. Os físicos interpretam com a entropia, que é a desordem da modificação da estrutura da atmosfera. Com isso teremos mais consumo de energia, mais emissões gasosas e mais temperaturas elevadas nos próximos anos”, alerta.

Desafios

O professor acredita que os municípios, donos de propriedades e empreendedores precisam fazer adaptações para que o problema seja amenizado.

"As trilhas deveriam ser e cor clara, os prédios pintados de cores claras. Ao invés de asfalto nas rodovias, seria ideal que tivéssemos uma pavimentação de cimento – o concreto armado, que reduziria as temperaturas a nível superficial. O grande desafio é diminuir o consumo de combustíveis fósseis semelhante ao petróleo e derivados de carvão. O Brasil é líder mundial em uso de energia renovável – o grande exemplo seria o etanol. Teremos que economizar recursos naturais, conservar a água e diminuir consumo de energia, aumentar a cobertura florestal e tomarmos medidas de adaptação para mitigar os efeitos do aquecimento, que é irreversível”, analisa. 







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