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Foto por: Bruna Yamasaki
Represa Municipal no fim da manhã de sábado (19)

’Tempo nublado em Rio Preto não é chuva, é nuvem de poluição’, alerta engenheiro

Por: Bruna Yamasaki
19/09/2020 às 11:53
Cidades

Em baixa temperatura, as partículas de poluição viram uma camada de gel que impedem a incidência de radiação solar


Em vídeo publicado na manhã deste sábado (19), o engenheiro sanitarista especialista em poluição do ar José Mário Ferreira de Andrade diz que, o que se vê no céu nublado durante os últimos dias é, na verdade, poluição do ar. E não possibilidade de chuva em Rio Preto e região.

Ele explica que a camada que vemos no céu, que dá a impressão de um tempo nublado, é uma camada de aerossóis gerados pelas queimadas do pantanal mato-grossense, que se estacionou em grande região do estado de São Paulo.

Os aerossóis são formados por material particulado e fumaça, podendo chegar até 5 mil metros de altitude, e quando entram em contato com baixas temperaturas se transformam em um gel que dificulta a incidência de radiação, causando a sensação de tempo nublado. Segundo o engenheiro, essa camada "também impede a dissipação do calor e a dispersão dos poluentes atmosféricos”.
 
No vídeo, Andrade também alerta que a concentração desse material particulado no ar, que hoje está em 59 microgramas, é 5,9 vezes mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas esse não é o pior cenário que a cidade passou. "Quando tivemos um ápice da poluição aqui do ar em virtude da queimada do IPA respirávamos o ar com até 80 microgramas”, falou.

Por conta dessa camada, a atmosfera fica opaca, de modo que a radiação não consiga vencer essa camada de poluição. Além disso, têm ocorrido episódios de ozônio, que causam irritação principalmente nos olhos e nariz, sendo recomendado o uso de máscara para atenuar a condição crítica de respiração, principalmente em pessoas com problemas respiratórios e que passaram pela Covid. 

O engenheiro também recomenda que panos úmidos sejam colocados nas frestas de portas e janelas em casa para evitar que o ar poluído entre nas casas.

Antes das chuvas não há expectativas que esse cenário seja revertido. "Apenas com as próximas chuvas é que essa camada de poluentes vai arrefecer e será eliminada na atmosfera”. 

Segundo Andrade, até mesmo churrasqueiras contribuem para a poluição, já que a fumaça não consegue se dispersar. Ele também lembra a importância de não atear fogo em objetos e resíduos, pois tudo contribui para a intensificação da poluição e até mesmo criando riscos de novos incêndios em áreas em áreas abertas, como tem sido recorrente na região.

Confira vídeo na íntegra:









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