Foto por: Divulgação
Filme ’Sonic - O Filme’ (2020)

’Sonic’ é o típico filme "sessão da tarde”; confira crítica

Por: Miguel Flauzino
17/02/2020 às 13:25
Cultura e Diversão

‘Sonic – O Filme’ procura agradar todo tipo de público. Isto é, desde aqueles que conheceram o mais "gordinho”, os da nova geração, e até aqueles que nunca se interessaram. E Jeff Fowler (diretor), já entendendo e sabendo como agradar pelo menos a maior parte, foca inteiramente em uma "sessão da tarde”, na qual fãs dos jogos, animações e até mesmo aqueles que não são muito chegados poderão sair, no mínimo, satisfeitos.

Entre tantas produções inspiradas em jogos, livros e HQs, chegou, finalmente, o aclamado porco-espinho mais rápido dos games. Depois que o clássico "Sonic – The Hedgehog” foi lançado na década de 90, o personagem acabou fazendo fãs no mundo todo, e, com certeza ainda conquista novos corações.

Depois de soltar uma carga elétrica por toda região do Pacífico, Sonic agora é caçado pelo governo que contrata o especialista Dr. Eggman (Jim Carrey).

Com um roteiro extremamente simples escrito a quatro mãos (Pat Casey e Josh Miller), a história não apresenta complexidade nem reviravoltas imprevisíveis. Casey e Miller utilizam um humor integralmente eficiente, tanto no raciocínio rápido de Sonic quanto na estranheza de Eggman. Humor que varia entre o inocente e entre o pesado e forte, necessitando de um gatilho mais rápido – a la animações americanas como ‘The Simpsons’, ‘The Family Guy’ e outras parecidas.

E é nítido o destaque que Carrey (Eggman) recebe. Ele não só possui momentos que beiram um monólogo como também diz, de vez em quando, falas polêmicas: "Para onde vocês acham que vão seus impostos?”. Uma crítica tosca querendo dizer que pagamos impostos para verdadeiros "vilões”. O ator ainda consegue entregar um personagem diferente e coerente com a reputação dita no próprio filme. Contudo, existem momentos em que sua interpretação some, e o que se vê é apenas o próprio Jim Carrey e seus trejeitos.

Dinâmico nas cenas de ação, ‘Sonic’ ainda traz certas câmeras lentas que divertem, mas não são novidades – exceto no ato final, no qual herói e vilão... sem spoiler. Por vezes a computação gráfica do ouriço convence, isto ocorre muito quando o cenário requer o excesso de CGI; porém, existem momentos em que é nítida a descrença da presença do protagonista – e estas, claro, são evidenciadas quando mesclam o real com o não real.

O visual do personagem não só merece destaque como deve ser lembrado após sua primeira – e sinistra – aparição. Ele reflete a essência do verdadeiro Sonic: divertido, engraçado e, claro, muito rápido.

Entretanto, algumas soluções dadas pelo roteiro são praticamente imbecis pela falta de criatividade e o mínimo de exigência cerebral – claro que é um filme "pipoca”, mas não precisa retratar algo sem um contexto coerente. Também há um erro seríssimo de mixagem de som que surge de repente na tela – cena do bar. Perceba como o barulho da festa e motos aparece do nada. Essa falha confunde inteiramente o espectador sobre o espaço e situação proposto.

Para finalizar, é interessante pensar que este tipo de produção possui uma proposta sem compromisso, ou seja, algo realmente para "descontrair”. É como se no cartaz tivesse escrito: simplesmente sente-se e divirta-se. No qual não é insatisfatório.

Nota: 3/5 (Bom)








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