Foto por: Divulgação
Filme ’Star Wars - A Ascensão Skywalker’ (2019)

’Star Wars IX’ conclui saga na simplicidade e no excesso de fan service; leia crítica

Por: Miguel Flauzino
22/12/2019 às 11:12
Cultura e Diversão

Durante anos, a franquia de Star Wars fascina e instiga seus fãs. O que impressiona é que os nove episódios divididos em trilogias parecem ter crescido com seu público. Público este que se expandiu conforme os anos. E hoje marca três gerações, desde aqueles que acompanharam o início (década de 70, quando foi lançado o primeiro longa de George Lucas), até 2015, com o primeiro filme da última trilogia, que agora chega ao fim.

Acontece que J. J. Abrams (diretor) já compreendia que tipo de filme ele devia trazer para os espectadores neste momento final. Enquanto os outros apresentavam certos respiros durante a exibição, este impõe um ritmo mais intenso, onde a ação, descobertas e até mesmo a grande quantidade de planos em sequência o deixam mais acelerado – até mesmo em momentos onde um simples diálogo possui uma movimentação de câmera rápida, dando mais dinamismo. Além disso, as batalhas aéreas continuam impressionantes e entusiasmantes. Os poucos cortes e variações entre planos gerais e sequência não deixam a ação confusa.

Outra questão que Abrams entrega com eficiência para os fãs da franquia é o fan service. O problema é usar este meio como muleta, não se esforçando em buscar uma forma mais interessante ou bem pensada para melhor desfecho, revelando a preocupação em agradar apenas seu público (os fãs) e esquecendo que há outros espectadores.

 Enquanto existem cenas absurdamente bem feitas – como a de Palpatine, na qual sua voz grossa e rouca com o cenário sombrio dão o recado –, há outras que necessitam da "muleta” citada acima. Sem mais, se não é spoiler.

Logo no início, Kylo Ren surge esmagando e matando várias pessoas sem nenhum tipo de misericórdia. Simples feito para tirar a visão de que é um vilão vacilão, meio indeciso e bonzinho demais. E é até entendível seu verdadeiro intuito quanto a Rey, já que ele repete toda vez que se vê diante dela.

Além do vilão principal, há também os Cavaleiros de Ren, personagens intrigantes que  criam no filme uma atmosfera temerosa, seja nos comentários pela nave ou na presença sombria. Entretanto, novamente eles são desperdiçados e usados apenas para motivar o espectador a manter-se nas telas.

Estruturalmente, esta última produção é até um clichê, contudo, clichê que entrega o necessário. Como se trata da conclusão de uma história de anos, o filme não se arrisca e fica no comum arroz com feijão. Uma atitude, talvez, inteligente, já que arroz e feijão satisfaz a maioria.

Por fim, ‘A Ascensão Skywalker’ termina um grande ciclo em uma das maiores histórias do cinema. Uma obra que agrada a todo fã e ganha a simpatia daqueles que ainda não se familiarizaram. Por isso é uma produção que não arrisca muito, mas faz de forma inteligente e competente.

Agora é apresentar esta bela saga para novos públicos, já que não haverá outros longas por um bom tempo.

Nota: 3/5 (Bom)








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