Marketing digital: nenhuma verdade é absoluta

Por: João Pedro Tourinho F. Barbosa - Growth Strategist na Blend Agency
16/12/2019 às 15:13
Brand News

Mitos e verdades sobre marketing digital

Você já deve ter vivido isso em sua vida.

De repente, desenvolver um site / e-commerce, alimentar redes sociais de forma ativa e estruturada, criar réguas de nutrição via SMS / e-mail marketing para leads, ativar anúncios em plataformas digitais, gerar conteúdo via blog / canal / influenciadores, entre outros, pareceram ser as estratégias certas para acelerar o crescimento do seu negócio.

Por algum motivo, porém, elas acabaram não dando certo. Ou não dando tão certo quanto poderiam. Ou começaram dando certo por um tempo, mas depois acabaram perdendo o sentido.

O fato é que você falhou. E talvez você ainda não saiba como se reinventar.

Aqui, uma pausa. Queria deixar claro que esse texto não busca te dar a fórmula mágica para o sucesso em Marketing Digital. Não busca reinventar a roda e nem dizer que não existem soluções melhores por aí para sua empresa — cada negócio tem suas particularidades.

Mas busca, sim, mostrar que é possível criar e gerenciar um processo maduro, completo e, mais importante, científico para atingir sucesso e crescimento com Marketing Digital.





O nome mais comum dado por aí é Growth Hacking*, um processo que diversas empresas, em especial aquelas que mais se destacam no Brasil e no mundo (como Facebook, Twitter, Airbnb, Spotify, Booking, entre outras), utilizam no seu dia-a-dia para crescer ferozmente.

Apesar de entender e reconhecer a importância do Hacking, nesse texto gostaria apenas de me concentrar no Growth.

Atuo diariamente com Marketing Digital desde 2016. Já conhecia o conceito do Inbound Marketing desde 2014, que veio com o estouro da Resultados Digitais e seu software RD Station, mas foi apenas dois anos depois que decidi transformar todo esse conhecimento em negócio com a n3 digital.

O Inbound, buzz da época, acabou se popularizando a ponto inclusive de ser confundido como referência a Marketing Digital (que é algo muito mais amplo). Aprendi muito durante esse período, mas confesso que foi muito mais sobre o que não fazer do que sobre o que fazer.

Em 2018, fundi a n3 com outra agência de Salvador especializada em Mídia Digital e SEO (outros campos do Marketing Digital). Achava que seria um complemento bacana para entendimento do que chamamos de funil de compra (também entendido como jornada de compra), e decidir embarcar.

A realidade é que acabei também aprendendo muito mais sobre o que não fazer do que sobre o que fazer.

Marketing Digital é mundo. São diversas áreas envolvidas. Só na Blend, temos hoje programadores, engenheiros, publicitários, designers, jornalistas, analistas de dados, administradores, e, em breve, cientista de dados (entre outros) dentro da equipe.

Canais são muito mais: Facebook, Instagram, Linkedin, Twitter, WhatsApp, Telegram, Spotify, e-mail, push notifications, SMS, chat... diversas ferramentas, formatos e, consequentemente, estratégias disponíveis.

A sensação que tenho é que implementar Marketing Digital sem um processo firme e de avaliação científica dos resultados é o mesmo que atirar no escuro (viva Mad Man!).



Uma pausa para reflexão. Talvez você, ou sua agência, ache que já faz isso dentro de casa. Queria então te propor um desafio: pergunte à sua equipe / agência quais foram os 5 principais aprendizados que vocês tiveram no mês passado. Em números. Não precisa ser científico, precisa apenas ser provado com números. Apenas isso. 

Já vi "campanhas" (ou planejamentos, ações, estratégias) lindamente desenhadas (e muitas vezes longas) que não geraram absolutamente nenhuma conversão. E já vi "campanhas" feitas em 5 minutos que trouxeram resultados positivos simplesmente inimagináveis.

Isso já aconteceu com você?

A verdade é a seguinte: por muitos anos, o Marketing foi visto como aquela área onde metade das ideias geniais dão errado e a outra metade ninguém sabe o que aconteceu.

Algumas deram certo, claro, mas quais? O Growth surgiu para dar ciência a esse problema.

Em primeiro lugar, no Growth não existe espaço para "eu acho". O Hippo (acrônimo em inglês High Paid Person Opinion) simplesmente não tem espaço na metodologia. É tudo baseado em dados, pesquisa e priorização.




Com o Digital, tudo ficou rastreável, mensurável. Os dados surgiram na mesa e, assim, mais importante do que mostrar resultado, se tornou crucial aprender com os erros / acertos (testes) e gerar conversão.

Em segundo lugar, no Growth não existem ideias geniais nem campanhas milagrosas. É tudo baseado em testes. Ou funciona e a gente otimiza, ou não funciona e a gente aprende / melhora / descarta. Simples assim.

E em terceiro lugar, no Growth não existe "sanguessuga". Ou você tem acesso a tudo, liberdade a tudo e, claro, responsabilidade sobre tudo para rodar os testes da forma mais rápido possível, ou você não faz Growth. Também simples assim.

Em suma, no Growth a nossa mentalidade é voltada para:

1. Gerar e analisar o máximo de dados possível (porque, assim, estaremos embasados para avaliar com o mínimo de vieses possível - e, consequentemente, ser mais assertivos);

2. Gerar o máximo de testes possível (porque, assim, ganhamos inteligência que só a gente tem, o que vai nos permitir encontrar oportunidades que só a gente vê);

3. Gerar o máximo de resultado com o mínimo de esforço possível (o que também chamam de Performance - ROI).

Sem dados, você não sabe para onde está indo. Sem testes, você não sabe o que realmente funciona. Sem liberdade, você não escala a inteligência.




De forma simples, portanto, quanto mais dados você tiver, mais testes assertivos você consegue rodar. Quanto mais testes assertivos você rodar, mais inteligência você tem. Quanto mais inteligência você tem, mais conversões você gera. Lindo, né?

Mas a verdade é que o segredo mesmo está na prática. Para ter prática, precisa ter processo. E para ter processo surgiu o Growth.




Existem "n" caminhos para fazer Marketing Digital. O Growth é aquele que organiza tudo dentro de uma forma científica, ágil e escalável. É por isso que dá resultado. É por isso que o conceito do Growth é diferente do que já vi e vivi por aí.

Esqueça "fazer Social", "fazer Performance", "fazer Inbound". Essas metodologias são amplas, dão resultados, mas não crescem seu negócio de forma contínua e sustentável. Se seu objetivo é gerar conversão com o máximo de inteligência e o mínimo de ineficiência possível, faça Growth. Ponto.

* Para especialistas: é bem verdade que o termo Growth Hacking acabou se popularizando a ponto de se tornar uma buzzword (o que é uma pena) no nosso meio. Para esse artigo, porém, me senti no dever de manter-me fiel ao nome e explorar apenas o conceito da palavra.






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