José Vitor Rack

Escritor e roteirista


O maior buraco negro é o nosso umbigo

Por: José Vitor Rack
28/10/2019 às 12:41
José Vitor Rack

Afinal que é o homem dentro da natureza? Nada, em relação ao infinito do universo. Nada na perspetiva da própria Terra e seus fenômenos naturais. Este planeta surgiu há 4,6 bilhões de anos. Quando chegar aos 5,6 bilhões, porém, será um planeta morto. Nós morremos junto.

A vida por aqui tem só mais 1 bilhão de anos pela frente, e isso na mais estupidamente otimista das hipóteses. É que o Sol vai estar mais forte e brilhante lá na frente e fazer evaporar todos os oceanos da Terra. 

Isso, por sua vez, causará um efeito estufa ainda mais devastador, tornando o planeta inteiro um inferno escaldante. Mas dificilmente vamos chegar até lá e testemunhar esse cenário. 

A vida na Terra praticamente acabou 5 vezes. Isso só no último meio bilhão de anos. A mais conhecida dessas fases de extinção em massa aconteceu há 65 milhões de anos. 

As vítimas mais famosas você conhece bem: os dinossauros. 

Já a extinção mais severa foi há 251 milhões de anos, matando 83% de todos os gêneros de espécies existentes então. O mundo já acabou para 99% de todas as espécies que surgiram desde que a primeira de todas as formas de vida apareceu, há 3,5 bilhões de anos. As criaturas que hoje habitam a Terra são apenas uma pequena fração de todas que já existiram.

Em comparação com a Terra, somos cada um de nós um mero ponto; frente ao Sol, é a Terra quem vira um ponto; na escala da Via Láctea, o Sol é só mais um entre bilhões de pontos. E isso não para nunca: nossa galáxia é um minúsculo ponto diante do tamanho do universo, e até o próprio cosmos, que para nós parece ser infinito, pode tranquilamente ser apenas mais um em meio a incontáveis universos. Mais uma vez, nada além de um ponto.

A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de poeira insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Já na escala do Sol com outras estrelas da nossa galáxia, Júpiter já virou um pixel, e o Sol vira uma bola de gude em relação de Sirius, Pollux e Arcturus. Há estrelas muito, muito maiores do que o nosso querido Sol. A maior estrela, VY Canis Majoris, é 1 bilhão de vezes maior que o Sol. E se houverem outros universos? Esta é uma teoria amplamente aceita por alguns dos cientistas mais renomados do mundo.

Diante disso, você acha que a sua superação de limites na academia tem alguma importância?






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