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Foto por: Divulgação
Filipe Marchesoni, candidato a prefeito de Rio Preto pelo Partido Novo

PERFIL: Caçula entre prefeituráveis, Filipe Marchesoni aposta na juventude, no liberalismo e na filha de Mané

Por: Da Redação
30/09/2020 às 18:56
Perfil dos candidatos

Candidato à Prefeitura de Rio Preto pelo Partido Novo tem 33 anos e está estreando nas urnas


Três ativos deverão ser explorados pelo empresário Filipe Marchesoni na empreitada à Prefeitura de Rio Preto pelo Partido Novo. O primeiro é o poder da juventude como contraponto à experiência vendida como valor agregado pelos veteranos. Aos 33 anos de idade, ele é o caçula dos 10 candidatos em cena. O segundo é o fato de, por determinação do Novo, que abre mão do uso do Fundo Eleitoral, sua campanha terá de se autofinanciar. O terceiro é a vice, a delegada Aglaê Antunes, filha do ex-prefeito Manoel Antunes, que ainda mexe com a memória afetiva de parte do eleitorado mais velho.

A formação universitária em zootecnia foi estimulada pela atuação da família na agropecuária, mas Filipe, após atuar em multinacionais da área,  acabou se embrenhando por outros caminhos na carreira profissional. Partiu para o empreendedorismo e acabou criando a Agia Investimentos, empresa do ramo financeiro. É pós-graduado na área de economia e ciências políticas.

O empresário também acaba de chegar na política partidária com finalidade eleitoral. Filiou-se ao Novo antes de a legenda se estruturar na cidade e se lançou na disputa interna com outros dois empresários pela candidatura ao Executivo local. Foi submetido a uma espécie de vestibular,  do qual saiu aprovado. A seleção é condição do Partido Novo para lançar nomes às urnas. 

No meio do processo de organização partidária e pré-campanha, o Novo de Rio Preto também sofreu os reflexos de uma disputa no andar de cima, que resultou na saída do ex-presidenciável João Amoêdo do comando nacional da legenda. Por aqui, o advogado Marcos Feitosa deixou o partido durante a formação da chapa de vereadores. 

E é num partido que hoje se divide entre a linha de Amoêdo, de oposição sistemática e dura ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e a do governador mineiro Romeu Zema, alinhado ao governo federal e ao bolsonarismo, que Filipe Marchesoni tenta se equilibrar. Seu partido fala para o empresariado quando defende o liberalismo econômico, com privatizações e redução do peso do Estado. 

Casado e pai de um filho, Filipe Marchesoni é natural de Catanduva, onde viveu até os 16 anos. Ele se diz "cristão” quando indagado sobre sua religião. O tempo de lazer e vida privada é, segundo o candidato, dedicado à família, às brincadeiras com o filho, a churrascos com os amigos e à prática de tênis. 

Apesar dos ativos citados acima, Filipe chega na disputa sem arco de alianças, com pouco tempo na propaganda gratuita de TV e rádio e chapa incompleta de vereadores. Para conhecer mais os valores e posicionamentos do candidato,  o DLNews convidou a psicóloga Mara Madureira (especialista em psicoterapia clínica cognitivo-comportamental pela Famerp e com MBA em gestão estratégica de pessoas pela FGV) a formular a entrevista que você vai conferir em seguida... 

Mara Madureira - Em termos objetivos, como o senhor define o poder? 
Filipe Marchesoni -  O poder emana do povo, no país é uma falsa federação, o poder do país esta concentrado nas mãoo de poucos e isso não beneficia a democracia. 

Mara Madureira - Quais as evidências de que está apto para atender aos interesses públicos e bem representar seus eleitores? 
Filipe Marchesoni -  Tem a visão holística de que o Estado tem a visão de apenas proteger a manutenção de um bom ambiente de ordem e empreendedorismo. Estudo ciências políticas e sociais há um bom tempo, o que me deu a visão, essa visão de que o Estado gigante atrapalha as relações entre as pessoas. A administração pública tem que ser entendida como uma administração e não como uma troca de toma-lá-dá-cá.  A melhor evidência: o Novo tem o não-político chamado Romeu Zema, que entrou na política para governar  Minas Gerais e tem entregado grandes feitos para a administração pública, o que por anos em toda a nação políticos de carreira não fazem. Assim como ele, eu não venho da política, venho da iniciativa privada, por isso posso trazer para Rio Preto os mesmos resultados de Minas Gerais. 

Mara Madureira - Quais meios, o senhor pretende adotar para converter suas ações em benefícios econômicos e sociais? 
Filipe Marchesoni - Fazer uma revisão das 11 mil leis municipais que Rio Preto tem, atualizar as leis ultrapassadas e revogar as desnecessárias. Embarcar a tecnologia na prefeitura buscando tornar a cidade uma cidade inteligente, criar o poupatempo do empreendedor, treinando e simplificando o processo de abertura de novos negócios e obtenção de alvarás para reformas, expansão e construção.

Mara Madureira - Como o senhor percebe essa onda de religiões ampliando seu domínio e defendendo ideias e interesses próprios de grupos específicos?
Filipe Marchesoni -  A função do Estado não é interferir nos costumes de qualquer cidadão. Infelizmente, grupos que capturaram o poder , além de usar benefícios próprios, quiserem impor uma ideologia anti-instituições. O que levou toda a população a polarizações. Grupos religiosos, laicos e não laicos têm direito à democracia e a tentar cargos políticos, assumindo o poder, mas não têm o direito de impor suas ideologias criando leis. 

Mara Madureira - O que o senhor pensa sobre a diversidade social?
Filipe Marchesoni - Eu entendo que todos nós somos da raça ser humano, a beleza do País é a sua miscigenação e diversidade. O que falta nesse País não é um ser igual ao outro, mas, sim, todos terem a mesma igualdade de oportunidades. 

Mara Madureira - Quais medidas objetivas empreenderia para superar os problemas da desigualdade social, da irresponsabilidade ambiental, das diversas violências e preconceitos? 
Filipe Marchesoni - Vou dividir a pergunta. Pensando em desigualdade social, eu culpo o Estado por isso. A maior distribuição social é o emprego. E é essa a nossa proposta, ter uma prefeitura pequena, facilitadora do ambiente para o empreendedorismo. Quanto à irresponsabilidade ambiental, também culpo o Estado, pois vemos o descaso com o meio ambiente em terras do próprio Estado, em terras que têm propriedade privada o zelo, o cuidado e o carinho é muito maior. Puxando para Rio Preto, nos não temos coleta seletiva em uma cidade desse porte, onde o lixo é de responsabilidade da prefeitura, comprovando a tese de que o Estado não está cuidando como deveria e a nossa solução é o selo verde, através de cooperativas. Precisamos dar propósito de vida à população em geral, especialmente na primeira infância, onde temos a formação de caráter e a adolescência, levar o esporte para a vida deles ajuda a evitar a ida ao tráfico e ideologias extremistas. Através da ocupação de praças e espaços públicos com atividades esportivas e culturais, promover a integração entre a família e a comunidade para o bom convívio social. 

Mara Madureira - Quais as principais linhas programáticas de seu partido?
Filipe Marchesoni -  Respeito ao indivíduo, livre mercado, indivíduo como único gerador de riquezas, todos são iguais perante a lei e visão de longo prazo. 

Mara Madureira - Quais valores éticos e políticos o senhor defende?
Filipe Marchesoni -  Vida, liberdade e propriedade. 

Mara Madureira - Como se posiciona em relação aos escândalos de corrupção e quais são seus planos de combate a esses crimes e aos seus autores políticos?
Filipe Marchesoni - Repudio a corrupção, aos autores que a cometem, que paguem perante a lei, lembrando que todos têm direito ao devido processo legal. Mudaremos os incentivos vis que o Estado proporciona pelo sistema que ele utiliza. 

Mara Madureira - Como o senhor define sua ideologia política e quais as vantagens desse modelo para beneficiar a sociedade?
Filipe Marchesoni - Eu sigo a ética do princípio da não-agressão, onde todos têm de respeitar as diferenças, opções, opiniões, posicionamentos. Todos dentro do respeito têm a opção de fazer suas escolhas e crescer dentro delas, sem a intervenção do Estado. 

Mara Madureira - Como o senhor vê os líderes políticos de esquerda e de direita e como lida com eles? 
Filipe Marchesoni - As duas bandeiras querem a prosperidade dos indivíduos e das famílias, o que existe é uma discussão do meio, da metodologia. A esquerda entende que é necessário aumentar o Estado para dar prosperidade, a direita entende que o Estado tem que ser mínimo para dar prosperidade. A história já provou que estados totalitários, ditatoriais não funcionam. 

Mara Madureira - É possível governar de modo neutro, sem confundir interesses pessoais com interesses políticos? Como?
Filipe Marchesoni -  É possível e necessário. Primeiro é estar em um partido que respeita o dinheiro do pagador de impostos, todos os mandatários do Partido Novo se comprometem moralmente, assinando termos de compromisso e abrindo mão de privilégios e penduricalhos. 







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