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Brasil celebra 20 anos do penta enquanto Felipão ensaia renascimento

Por: FOLHAPRESS - MARCOS GUEDES
29/06/2022 às 18:30
Esportes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Foi com o que se chamou de "família Scolari" que o Brasil alcançou sua quinta estrela, há 20 anos. A Copa do Mundo de 2002, conquist...


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Foi com o que se chamou de "família Scolari" que o Brasil alcançou sua quinta estrela, há 20 anos. A Copa do Mundo de 2002, conquistada em uma vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha no dia 30 de junho, marcou a carreira de Felipão, que desde então acumulou bons e péssimos resultados. Agora, aos 73, duas décadas após o penta, busca reavivar sua carreira no Athletico Paranaense.

Se o sucesso que vem obtendo não parecia provável há alguns meses, superar expectativas não é algo inédito para o gaúcho, que assumiu a seleção brasileira em um momento de dificuldade nas Eliminatórias. Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão haviam sido contratados e demitidos no período posterior ao Mundial de 1998, e a classificação estava ameaçada.

A vaga na competição que seria disputada na Coreia do Sul e no Japão só foi assegurada na última rodada do torneio qualificatório, em triunfo sobre a Venezuela. Então, Luiz Felipe Scolari fez suas escolhas -como ignorar o apelo popular por Romário e apostar na recuperação de Ronaldo após gravíssima lesão- e arrancou para o troféu.

Foram sete jogos e sete vitórias na Ásia, campanha construída com um sistema de três zagueiros. Havia solidez defensiva -foram quatro gols sofridos, dois deles em vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica, na rodada final da fase de grupos, com muitos reservas em campo- e espaço para o brilho ofensivo dos craques Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo.

Mais do que montar um time taticamente forte, Felipão soube unir o elenco em torno de si. Referido frequentemente como "paizão", adotou sua tática de alternar cobranças firmes e afagos. Ronaldo, grande nome da conquista e autor dos gols que definiram o título diante dos alemães, chama o velho comandante de "gênio".

"Um cara extremamente experiente, inteligente e, principalmente, que bancava seu grupo. O Felipão fazia constantemente as resenhas entre a gente para fortalecer essa união, porque talento a seleção brasileira sempre vai ter, mas botar na cabeça que cada jogador é importante e tirar o rendimento de cada um é o desafio", afirmou o agora ex-atacante, em entrevista à ESPN.

"O lado humano dele é muito especial, porque o treinador não é só tática, estratégia, treino. Ele tem que saber gerir um grupo de pessoas, tem que entender a individualidade. E o Felipão foi perfeito, foi perfeito. Houve vários episódios em que ele se desgastava com a imprensa nos protegendo. A gestão dentro e fora de campo foi impecável", acrescentou.

De lá para cá, Scolari passou a enfrentar maior dificuldade nesse trato com os jogadores. As redes sociais e as equipes contratadas pelos próprios atletas, com assessores de toda sorte, mudaram significativamente o perfil do boleiro. A figura do paizão deixou de provocar o velho efeito, e se tornaram frequentes os embates do treinador com seus comandados.

"A gente sempre cobrava um pouco mais os jogadores e obtinha um pouco mais. O que vejo hoje é que já é mais difícil a gente passar a eles uma situação", afirmou. "Eles estão um pouco prejudicados no sentido de que as pessoas do lado estão dizendo para fazer outra coisa. O celular é hoje muito influente no futebol. Muita coisa acontece que antigamente não tínhamos."

Os resultados, embora tenha havido vitórias relevantes, não seguiram o ritmo que o gaúcho estabelecera até 2002 -antes de chegar à seleção, já tinha no currículo dois títulos da Copa Libertadores, pelo Grêmio e pelo Palmeiras. Nos últimos 20 anos, trabalhando em três continentes, acumulou experiências de variado sucesso e viveu derrotas marcantes.

Da seleção brasileira Felipão foi à portuguesa. Fez um trabalho elogiado, mas não conseguiu o sonhado título europeu, objetivo interrompido em dura derrota em casa para a zebra Grécia. Depois, teve breve passagem pelo Chelsea, clube pelo qual chegou a conquistar a Copa da Inglaterra, e atuou no Uzbequistão antes de retornar ao Palmeiras, em 2010.

O título da Copa do Brasil de 2012 foi bastante comemorado, mas contribuiu para o péssimo início de campanha no Campeonato Brasileiro, que, já sem Scolari no banco na reta final, terminaria em mais um rebaixamento da equipe alviverde. Mesmo assim, as memórias de 2002 levaram a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) a apostar nele novamente.

O triunfo na Copa das Confederações encheu de otimismo os brasileiros em relação à Copa de 2014, a ser disputada no Brasil. Então, a Alemanha, derrotada na decisão 12 anos antes, ganhou dos donos da casa por 7 a 1 com um jogo moderno, veloz, e colocou em Scolari, justo ou não, o carimbo de "ultrapassado".

Seus bons resultados na China -foi tricampeão nacional e campeão asiático com o Guangzhou- e o título brasileiro de 2018 em novo retorno ao Palmeiras não o livraram inteiramente da pecha. "Eu ouço, e às vezes magoa", disse, no ano passado. "Temos pessoas jovens que nos auxiliam, o pessoal está do meu lado com novidades. Não tem nada de ultrapassado."

As experiências recentes no Cruzeiro, que não conseguiu tirar da segunda divisão, e no Grêmio, que deixou a caminho dela, reacenderam as críticas mais duras. Mas o Athletico Paranaense resolveu botar fé no experiente treinador, após fracassos com os jovens Alberto Valentim, 47, e Fábio Carille, 48, e vem colhendo bons resultados.

São 14 jogos até aqui, com dez vitórias, três empates e uma derrota. A equipe rubro-negra está em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro e classificada às oitavas de final da Copa do Brasil. Nas oitavas da Libertadores, saiu na frente do Libertad. E Felipão, ensaiando novo renascimento, parece mais uma vez disposto a mostrar que "não tem nada de ultrapassado".



Publicado em Wed, 29 Jun 2022 18:24:00 -0300





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