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Fórum SBT Conecta - Perspectivas para 2020 reuniu CEOs e políticos

CEOs de grandes empregadoras descolam economia da política e esbanjam otimismo para 2020

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Lucas Israel
07/11/2019 às 20:14
Bastidores

Para eles, índices da macroeconomia apontam para um cenário animador, com retomada do crescimento e do emprego

Otimistas Futebol Clube 
A palavra otimismo e suas variações dominaram as falas de empresários e CEOs poderoso que se reuniram na tarde desta quinta-feira (7) em Rio Preto para falar das perspectivas econômicas para 2020 diante do desafio de impulsionar e destravar a produção, com consequente criação de novos postos de trabalho. 

Viva Paulo Guedes
Se a cena especificamente política protagonizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi ignorada, as medidas econômicas bancadas pelo ministro Paulo Guedes foram ovacionadas em coro pelos "donos do emprego” ali presentes, descortinando o que, para eles, promete ser um ano de retomada do crescimento em todos os setores. 

Apesar deles, os políticos
Alexandre Zubaran, CEO da Rede Enjoy de Hotéis, que investe pesado no turismo de Olímpia, comemora exatamente o que ele considera um "descolamento da economia brasileira dos processos políticos”. "A gente é experiente em crises, consegue sobreviver independentemente dos factoides e turbulências políticas.” 

E viva os 12 feriadões 
O entusiamo, segundo ele, tem origem em um mercado mais maduro e que vem apresentando bons indicadores macroeconômicos. "Não sabemos o que vai acontecer no ambiente político e não nos interessas. Mas estamos muito esperançosos com a economia”, afirma. E completa. "Até porque, teremos 12 feriadões no ano que vem.” Feriadão? Taí um setor, o do turismo, que se diverte com a ideia. 

Um novo Brasil
Diretor da Região Brasil do Grupo Tereos, Jacyr da Costa, levou sua visão para o agronegócios, fundamental para a região. Ele diz que o setor vive um bom momento e tem grandes perspectivas para 2020. Para Jacyr, que integrou a comitiva do presidente Bolsonaro à Arábia Saudita, o Brasil voltou a fazer acordos comerciais com outros países, o que não vinha acontecendo, que  é fundamental para a exportação da produção nacional. Ele cita ainda a Medida Provisória do Agronegócios que acaba de ser editada pelo governo federal como outro avanço, porque "vai dar mais liberdade de ação para quem produz. Estamos caminhando para um novo Brasil”, completou.

Mais agressividade 
Ainda segundo Jacyr, o Brasil precisa de política comercial mais agressiva para abrir mercado para produtos como o etanol e o açúcar, por exemplo. "Temos um corpo diplomático bem preparado. Eu vi isso na Arábia Saudita e isso nos dá estímulo de investir no mercado internacional com o açúcar. Temos também o etanol. Semana passada virou notícia no mundo o pico de poluição em Nova Déli, na Índia. Em São Paulo, temos mais carros circulando e não atingimos o mesmo nível de poluição. Isso graças ao etanol. E o Itamaraty está fazendo um trabalho importante neste sentido com a China e a Índia. 

Driblador de crises 
Driblar crises é uma arte dos empresários brasileiros, segundo o empresário José Luiz Franzotti, do grupo Fábricas Franzotti. Ele, no entanto, era um dos poucos na mesa que vê a situação política diretamente relacionada às questões econômicas. "Acreditamos que o país vai deslanchar, só precisamos fazer alguns ajustes políticos". 

Insegurança jurídica
Para Franzotti, que já foi prefeito de Potirendaba três vezes e vice em outros dois mandatos, um dos grandes problemas para o setor produtivo é a insegurança jurídica. Ele cita a Legislação Trabalhista como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos empresários. "O Estado precisa se modernizar. Exigem tanto da gente, mas não estão se modernizando”, afirmou. 

Sonho americano 
Falando do setor de empreendimentos imobiliários, o empresário Olavo Tarraf, do Grupo Tarraf, foi quem mais se empolgou com um discurso político-ideológico ao falar. Citou a "América do Sul Bolivariana” que, segundo ele, contrasta com o Brasil, "um grande país, os Estados Unidos da América do Sul”. 

Estocada no STF
"Se não for otimista, não tem como ser empresário. Nós, empresários e empreendedores, temos de acreditar em algo que não sabemos o que é. Precisamos sentir que esse poder está em todos nós”, discursou. Segundo ele, "um governo que pela primeira vez encabeça um plano da liberal democracia tem de ser apoiado pelos empresários e pelo Congresso Nacional. Não queremos mais voo de galinha. Queremos crescimento real". Para Olavo, os deputados federais e senadores precisam perceber o que o povo quer. E ao deixar uma estocada ao STF (Supremo Tribunal Federal) no ar, ele ganhou aplausos da plateia. 

De olho na tecnologia
Outro otimista declarado em relação a 2020, Ricardo Gracia, dono da Kidy Calçados, de Birigui, levou para o debate a experiência de quem mantém negócios com os chineses, mercado dos sonhos de qualquer empresário brasileiro, há 22 anos. Mas sem dourar a pílula. Gracia, que integrou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro à China, traçou um painel das dificuldades trazidas pela concorrência dos produtos do país asiático. E também dos novos modelos de negócios que precisam ser buscados diante do avanço tecnológico. "Muitas vezes, a pessoa usa o dinheiro que tem para comprar um celular em vez de um calçado”, exemplificou. Esse novo mundo impõe novas saídas. "Precisamos estar ligados nisso”, afirmou. 

Voltou a contratar 
O empresário diz que voltou a contratar neste segundo semestre, o que não fazia há algum tempo, e isso é uma das provas de um bom momento. "Precisamos que a população tenha emprego para ganhar dinheiro e gastar. Mas temos de repensar nosso negócio”, concluiu. 

Surfou a onda
Além do time grande de empresários e gestores, o evento desta quinta, organizado pelo SBT de Rio Preto, contou ainda com as presenças do prefeito Edinho Araújo (MDB) e do vice-governador Rodrigo Garcia (Democratas). Edinho surfou a onda do otimismo e aproveitou o público para elencar obras em andamento. Falou da necessidade de reduzir impostos e preparar a cidade com a infraestrutura necessária para atrair investimentos. "O poder público não cria emprego. O poder público investe nas condições para que o setor privado crie empregos”, afirmou. 

Conectado
O vice-governador Rodrigo Garcia (Democratas) chegou quando as falas dos empresários já chegavam ao fim para coroar o encerramento do evento. Mas conectadíssimo com os pleitos feitos pelos CEOs presentes. Daí que sua fala foi música aos ouvidos deles. "Acredito que o governo vai contribuir, primeiro gastando menos. Segundo, com menos burocracia e peso ao setor produtivo. E, ao lado disso, fazendo o que cabe ao governo, que é prestar serviços essenciais, que é saúde, educação e segurança".

Liberou
O prefeito Edinho Araújo (MDB) sanciona nesta sexta-feira (8) a lei que libera o funcionamento de bares, restaurantes e estacionamentos na Redentora. A proposta é vista como positiva já que facilita a instalação de pontos comerciais na região. Antes, era necessário um abaixo-assinado de vizinhos para liberar o alvará de funcionamento junto à Prefeitura. Atualmente, 99 imóveis comerciais estão vazios no quadrilátero da Redentora. O objetivo é facilitar empreendimentos afinados com a vocação daquele que já foi um dos bairros residenciais mais nobres de Rio Preto e hoje virou um corredor de clínicas médicas particulares e alta gastronomia.

Adiós, companheiros 
A ex-vereadora Celi Regina anunciou aposentadoria das salas de aula. Em postagem nesta quinta-feira (7) ela postou o seu último registro de digital no ponto eletrônico da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, na Vila Hipódromo. "Reencontrei com verdadeiros amigos de trabalho! Não vou mais esquecer de passar a digital! Sensação de dever cumprido e saudade dos alunos", afirmou a professora e sindicalista no Facebook, que irá assumir o comando do PT em Rio Preto a partir de dezembro.












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