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Foto por: Divulgação
Incêndio em ponto de apoio do bairro Ana Célia, em Rio Preto

Incêndios em pontos de apoio e tempo seco acendem sinal de alerta

Por: Da Redação
12/05/2021 às 13:13
Cidades

Resolução de janeiro aumentou a punição para pessoas flagradas invadindo áreas de preservação permanente ou que ateando fogo em vegetação. As punições agora vão de R$ 1 mil até R$ 50 milhões, a depender da gravidade da ação, do tipo de vegetação, da área degradada e do tamanho dos prejuízos causados ao meio ambiente


O Corpo de Bombeiros passou parte da madrugada e início da manhã desta quarta, 12, tentando controlar a ocorrência de dois incêndios em pontos de apoio, como são denominados os locais criados pela Prefeitura de Rio Preto para receber descarte de materiais inservíveis. Um dos incêndios foi comunicado pela Secretaria de Serviços Gerais aos 40 minutos da madrugada, no bairro Ana Célia. Logo depois, outra ocorrência do mesmo tipo foi registrada no Jardim Antunes.

Os bombeiros deslocaram dois caminhões para aquelas áreas, e funcionários públicos ajudaram com os operadores de máquinas e tratores no combate aos dois incêndios. Caminhões-pipas da secretaria também foram usados no trabalho, e o fogo foi controlado pela manhã. Há suspeita de que o incêndio pode ter origem criminosa, principalmente em períodos de seca, como agora, que ajudam o fogo a se alastrar mais rapidamente.

Desde o ano passado, quando um grande incêndio devastou a Floresta do IPA, a questão das queimadas tem deixado equipes da Prefeitura, incluindo a Defesa Civil, em situação de alerta. Além do reforço de fiscalização com patrulhamento e apoio de câmeras de monitoramento, em locais de mais densidade de vegetação está sendo adotada a técnica da construção de aceiros, que consiste em extrair a vegetação em linha contínua para criar corredores.

Trata-se de uma estratégia com dupla função. Ao mesmo tempo em que esses corredores interrompem o avanço das chamas durante incêndios, se tornam estradas para o tráfego das viaturas de combate ao fogo. De instalação aparentemente simplificada, podem ajudar muito no combate a incêndios acidentais ou criminosos, ainda mais em tempos de seca.

Em paralelo a ações desse tipo, o viés punitivo ganha novas ferramentas. Resolução nº 5, de 2021, publicada em janeiro pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, aumentou a punição para pessoas flagradas invadindo áreas de preservação permanente ou que ateando fogo em vegetação.

As punições agora vão de R$ 1 mil até R$ 50 milhões, a depender da gravidade da ação, do tipo de vegetação, da área degradada e do tamanho dos prejuízos causados ao meio ambiente. A nova regulamentação também admite como prova válida, para a aplicação de multas, fotos e vídeos capturados por drones ou câmeras de monitoramento.







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