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Foto por: Arquivo Pessoal
Em Rio Preto, nenhum candidato do PT chegou a 700 votos

OPINIÃO: PT se esfarela no Estado de São Paulo, o que é merecido

Por: Heitor Mazzoco
16/11/2020 às 20:33
Opinião

Dos prefeitos eleitos em primeiro turno – nas cidades paulistas com mais de 200 mil votantes – nenhum é petista


Os próprios militantes da  base do PT avisaram suas lideranças que coligações deveriam ser feitas e o partido apoiar, por exemplo, candidaturas encabeçadas pelo Psol. 

Ninguém deu ouvidos e candidaturas próprias foram exigidas nas principais cidades paulistas. Resultado? Duas prefeituras conquistadas no Estado de São Paulo: Araraquara e Matão. Na Capital, com Gilmar Tatto, o partido foi um fiasco. 

Em Rio Preto, o PT obteve 1,76% dos votos. Foi o pior desempenho desde a primeira eleição (1988) após o fim da Ditadura Militar.  

E a vergonha não para por aí. Nenhum candidato a vereador pelo PT em Rio Preto passou de 700 votos. 

Para ter uma ideia, o Novo, um dos partidos mais recentes da política brasileira, que tem como exemplo um atrapalhado governo de Romeu Zema em Minas Gerais, teve mais votos que o PT em Rio Preto. Foram 3.740 contra 2.624. 

A "sorte” do PT rio-pretense é que quase toda a legenda no Estado de São Paulo experimentou a vergonha nas urnas no último domingo (15). 

O ex-prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Luiz Marinho, atual presidente estadual da legenda, foi massacrado pelo PSDB. Orlando Morando se reelegeu com 67,28% dos votos na maior cidade do ABC. Marinho terminou com 23,34%. 

Dos eleitos em primeiro turno – nas cidades com mais de 200 mil eleitores – nenhum é petista.  A surra nas urnas que o PT levou é mais um exemplo de como o partido terceiriza seus problemas. Sempre é culpa da mídia, da Justiça, da oposição ou de supostos golpistas. Falaram por um momento breve em "autocrítica”, que nunca, de fato, ocorreu.  

O PT há tempos deixou a realidade do povo que abraçou o partido nos anos 1980, 1990 e até a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. 

O que era uma militância em favor da população, acabou se tornando uma militância para se livrar dos graves crimes que o partido acumulou. 

A continuar assim, o PT será nas eleições futuras linha auxiliar de outra legenda ou apenas o partido que ninguém quer por perto.

Heitor Mazzoco, 30 anos, é jornalista do DLNews 







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