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Foto por: Divulgação
Rogério Vinícius, candidato a prefeito de Rio Preto pelo DC

PERFIL: Advogado Rogério Vinícius é o "fio desencapado” da disputa até o momento

Por: Da Redação
01/10/2020 às 18:22
Perfil dos candidatos

Na pré-campanha, candidato do DC à Prefeitura de Rio Preto despejou críticas pesadas contra governo Edinho e empresas como a Constroeste


Advogado, bom de conversa e à vontade diante das câmeras de celulares que produzem vídeos de campanha em série para as redes sociais, o candidato à Prefeitura de Rio Preto pelo DC, Rogério Vinícius, 42 anos, é o que se pode chamar de "fio desencapado” da disputa até o momento. 

Foi ele, pelo menos, o provocador dos principais curto-circuitos da pré-campanha, tendo como principal alvo de suas críticas e "denúncias” o governo Edinho Araújo (MDB) e outros "cachorros grandes” da cidade, como a Constroeste, empresa do Grupo Faria, que inclusive já o acionou na Justiça. Por sua vez, Rogério Vinícius conseguiu suspender por via judicial, ainda que temporariamente, o início das obras do Hospital da Zona Norte, uma das joias da coroa eleitoral do prefeito, alegando irregularidades no processo. A decisão já foi revertida. 

Com o início da campanha oficial, ele começou a apostar em produções menos "bombásticas” e mais na linha propositiva. Ainda assim, deixa claro que não pretende suspender a artilharia de grosso calibre. Rogério Vinícius também é pedra no sapato da administração municipal dentro do Conselho Municipal de Saúde, do qual já foi presidente e hoje é membro.  O colegiado tem poder deliberativo em relação a ações e destinações de recursos do SUS geridos pelo município. 

Responsável pela estrutura jurídica do Gada, ele é um dos personagens na guerra travada entre a entidade e a Secretaria de Saúde de Rio Preto. Após anos de parceria, a organização não-governamental entrou em rota de colisão com o governo municipal quando teve parte dos recursos que financiava seus projetos vetados pelo secretário Aldenis Borin. As pendengas ainda tramitam na Justiça com iniciativas de ambas as partes. 

O candidato, que estreia nas urnas, diz que não tem pretensões políticas futuras. Que entrou na disputa apenas para colocar "alguns debates necessários em pauta”. Mas vem se mostrando empolgado. Seu partido, o DC, é um nanico em termos de representação no Congresso Nacional, ou seja, um palanque de estrutura para lá de modesta, daí que as redes sociais se tornaram a principal ferramente de Rogério Vinícius para falar com o eleitior. Ele  tem a policial militar Valquíria Faganelli, do mesmo partido, como vice. 

Nascido em Rio Preto, divorciado e pai de dois filhos, Rogério Vinícius é protestante e também coloca a família como uma de suas ocupações prazerosas fora da política e do trabalho. "Gosto de praticar esportes, ter contato com a natureza, passar tempo com a família, estar com os amigos, comer bem e assistir a um bom filme.”Para conhecer mais os valores e posicionamentos do candidato, o DLNews convidou a psicóloga Mara Madureira (especialista em psicoterapia clínica cognitivo-comportamental pela Famerp e com MBA em gestão estratégica de pessoas pela FGV) a formular a entrevista que você vai conferir em seguida... 

Mara Madureira - Em termos objetivos, como o senhor define o poder? 
Rogério Vinícius - O poder é, na verdade, uma responsabilidade. Toda relação de poder traz consigo o dever de cuidado e proteção. Os pais, por exemplo, exercem poder familiar sobre os filhos, o que significa, em última análise, uma série de deveres e responsabilidades. No âmbito da administração pública, o detentor do poder tem a responsabilidade de gerir um patrimônio que não é seu, tomando decisões para atender, da melhor forma, a todos os interesses da sociedade.

Mara Madureira - Quais as evidências de que está apto para atender aos interesses públicos e bem representar seus eleitores? 
Rogério Vinícius - A principal evidência de minha aptidão é a consciência de que o exercício do poder público deve se dar na defesa dos interesses da sociedade. O principal papel do administrador público é decidir o que fazer com um patrimônio que não é seu. Nesse sentido, não basta ter o conhecimento e o preparo que adquiri nesses 16 anos de trabalho com políticas públicas e sociais; é necessário ter a consciência de que as melhores propostas surgem da pluralidade de ideias. E minha experiência no Conselho de Saúde me capacitou para fortalecer e instaurar as instâncias de debate necessárias para que a sociedade seja ouvida antes da tomada das decisões mais importantes. Enfim, a principal evidência de minha aptidão é o fato de que fui preparado para ser um líder da sociedade, e não um "chefe” do Executivo.

Mara Madureira - Quais meios, o senhor pretende adotar para converter suas ações em benefícios econômicos e sociais? 
Rogério Vinícius – Ninguém promove desenvolvimento econômico e social sozinho. Vivemos um dos momentos políticos mais delicados da nossa história. A polarização política criada nos últimos anos colocou a sociedade em luta entre si. E, enquanto a pessoas brigam para defender suas crenças políticas, o sistema corrupto segue intocado e alheio a ideologias econômicas e sociais. A crise da pandemia da Covid-19 agravou esse quadro, de forma que somente um administrador que seja um líder capaz de unir a sociedade em prol da reconstrução econômica e social da cidade conseguirá nos tirar dessa crise. Nesse sentido, os meios que pretendo adotar são investimento na ampliação e qualificação dos serviços públicos, participação social efetiva nos processos de tomada de decisões e de construção de estratégia de políticas públicas, parceria com a sociedade civil na implantação dos projetos do plano de governo, estímulo do turismo e facilitação e simplificação dos processos administrativos para ajudar na retomada das atividades comerciais e industriais.

Mara Madureira - Como o senhor percebe essa onda de religiões ampliando seu domínio e defendendo ideias e interesses próprios de grupos específicos?
Rogério Vinícius – A democracia se faz da pluralidade de ideias. Quando um grupo ou uma crença específica tenta se apoderar dos meios políticos para tentar impor sua vontade a todas as pessoas, o próprio sistema democrático fica comprometido. Embora o nome do nosso partido seja "Democracia Cristã”, nossos candidatos a prefeito, nesta eleição, em todo o País, não são líderes religiosos, mas sim pessoas que acreditam nos valores cristão, comuns a todas as religiões e basilares da vida em sociedade, quais sejam, amor, respeito, honestidade, transparência, dignidade, justiça, solidariedade e fraternidade.

Mara Madureira - O que o senhor pensa sobre a diversidade social?
Rogério Vinícius - A beleza do Estado Democrático de Direito reside justamente no direito de cada um ser e pensar da forma de forma única e individual. As bases dessa diversidade são o amor ao próximo e o respeita a quem ele é.

Mara Madureira - Quais medidas objetivas empreenderia para superar os problemas da desigualdade social, da irresponsabilidade ambiental, das diversas violências e preconceitos? 
Rogério Vinícius – Acredito que promover a convivência dos diferentes é a melhor forma de superar os preconceitos e a discriminação. Quando uma pessoa conhece e convive com o diferente, os conceitos pré-constituídos se desfazem e o respeito surge naturalmente. Nosso plano de governo traz diferentes projetos que promoverão essa convivência. O estilo de vida moderno afasta as pessoas e os contatos virtuais, apenas por meio das redes sociais e internet, acaba "desumanizando” as pessoas. Queremos retomar atividades esportivas e culturais que promovam a convivência entre os diferentes. Sonhamos em ver as feiras-livres movimentadas e as praças e espaços públicos ocupados pelas pessoas. Vale lembrar, por fim, que as medidas mais efetivas, como criação de leis e métodos de fiscalização são de atribuição da União, o que exige do administrador municipal honestidade para reconhecer seu limitado campo de atuação, quando se fala nesses temas propostos, e criatividade para atuar, tendo em vista as limitações legais.

Mara Madureira - Quais as principais linhas programáticas de seu partido?
Rogério Vinícius -  Ajudar a construir uma sociedade livre, justa e solidária. Vale lembrar que esse é o texto expresso do art. 3º, I, da Constituição Federal, proposto e aprovado por nosso presidente nacional e deputado constituinte, José Maria Eymael.

Mara Madureira - Quais valores éticos e políticos o senhor defende?
Rogério Vinícius – Defendo o amor e respeito ao próximo, a caridade, a solidariedade, a fraternidade. Na política, defendo a honestidade, a ética, a transparência e a participação social como meio de construção de estratégias de políticas públicas, bem como de controle e fiscalização do Poder Público.

Mara Madureira - Como se posiciona em relação aos escândalos de corrupção e quais são seus planos de combate a esses crimes e aos seus autores políticos?
Rogério Vinícius – Entendo que a polarização política que vivemos hoje não resultou de um processo natural, mas foi provocada por um grupo político, que é o único que se beneficia com isso. Enquanto a sociedade se digladia, em discussões intermináveis sobre direita x esquerda, o sistema político corrupto segue impune. É necessário que a sociedade se una contra seu verdadeiro inimigo: a corrupção. Uma pesquisa da Fiesp estima que a Prefeitura de Rio Preto perde, por ano, cerca de R$ 350 milhões de reais para a corrupção. Sendo eleito, vou auditar todos os contratos de obras públicas dos últimos 10 anos. Não vamos apenas buscar de volta os valores desviados; vamos ajudar o Ministério Público e o Poder Judiciário a colocar cada um dos responsáveis na cadeia.

Mara Madureira - Como o senhor define sua ideologia política e quais as vantagens desse modelo para beneficiar a sociedade?
Rogério Vinícius – Eu me defino como um humanista. Acredito que o ser humano deve ser o centro da administração pública, de modo que cada projeto, serviço ou obra deve ser pensado e planejado para melhorar as vidas das pessoas. A vantagem desse modelo é que permite ao cidadão participar do processo de tomada de decisões, acompanhar a execução de cada serviço ou obra e fiscalizar o administrador. O que vimos em Rio Preto, nos últimos 20 anos, foram governos arcaicos e autoritários, focados na obra pública. Vimos obras mal planejadas e muito dinheiro público sendo desperdiçado. Vamos mudar isso.

Mara Madureira - Como o senhor vê os líderes políticos de esquerda e de direita e como lida com eles? 
Rogério Vinícius -  Eu transito bem entre esquerda e direita, mas tenho restrições com alguns líderes políticos dos dois lados. Venho dizendo que as pessoas comuns se perderam um pouco nos conceitos de "direita” e "esquerda”. No fundo, o que todas elas querem de um político é que ele seja honesto, ético, que tenha respeito pelas pessoas e pelo patrimônio público. O que a sociedade almeja é um prefeito competente e preparado.

Mara Madureira - É possível governar de modo neutro, sem confundir interesses pessoais com interesses políticos? Como?
Rogério Vinícius -  Mais do que possível, é necessário. E o melhor caminho para isso é fazendo uma administração transparente e participativa. Por isso vamos fortalecer os conselhos de direito e criar as comissões de bairro. Todos os projetos e obras de relevância para toda a cidade serão discutidos nos conselhos de direito e em audiências e consultas públicas. Os projetos de interesse local serão debatidos nas comissões de bairro. Assim garantimos não só a impessoalidade na administração pública, mas também o uso dos valores dos impostos no que é mais importante para o contribuinte.







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