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Foto por: Divulgação
Marco Rillo, candidato a prefeito de Rio Preto pelo PSOL

PERFIL: Cinco vezes vereador, Marco Rillo adia sonhada aposentadoria e vai à guerra pela Prefeitura

Por: Da Redação
30/09/2020 às 18:49
Perfil dos candidatos

"Neutro é só detergente. Não existe neutralidade em política", diz ex-petista e hoje candidato a prefeito pelo PSOL sobre como governar de forma neutra


Com cinco mandatos de vereador na Câmara de Rio Preto, umbilicalmente ligado à esquerda em geral e ao PT em específico, famoso por falar o que pensa, provocador e combativo, Marco Antonio Rillo, 71 anos, tem capítulo garantido na história política local, mesmo não tendo alçado voos mais altos. 

Com seu herdeiro político, o ex-deputado estadual e ex-vereador João Paulo Rillo, o hoje aposentado técnico em Telecomunicações, que trabalhou mais de 30 anos na antiga estatal Telesp, liderou importante núcleo de poder político na cidade nas últimas décadas, tendo o Bairro Boa Vista e a ala progressista da Igreja Católica como vigorosos redutos eleitorais. Por anos a fio, ele e o filho retroalimentaram a força eleitoral um do outro. 

E é dessa relação entre os dois que nasceu a impensável candidatura à Prefeitura de Rio Preto até abril deste ano. Há tempos o vereador vinha dizendo aos amigos e a jornalistas que só pensava em se aposentar "para curtir os dois netos”. Mas, numa reviravolta na estratégia eleitoral de João Paulo, o "velho Rillo petista de guerra”  se viu de novo na disputa. E pelo PSOL, partido para o qual o filho, que vai disputar a Câmara, migrou em 2018. 

Apesar do perfil elétrico e desbocado, não é exagero comparar a trajetória de Marco Rillo  no PT à do zen e icônico Eduardo Suplicy, vereador e ex-senador. Ambos se mantiveram críticos às estripulias petistas no poder e conseguiram varar as décadas de militância sem serem engolidos por escândalos de corrupção ou de outra natureza. 

Com Luciana Fontes de vice, tendo uma chapa de vereadores jovens, onde o filho, dos poucos veteranos, é visto como o principal puxador de votos, quase nada de tempo na televisão e um discurso de esquerda que tenta encontrar nichos de votos numa cidade em que 8 entre 10 eleitores  votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno em 2018, Marco Rillo é mais palanque que candidato propriamente dito. 

Casado, três filhos (João Paulo, Maria Carolina e Maria Letícia), ele tem dificuldade em se definir fora da política. "O ser humano é um ser político. Política se faz a todo momento. Mesmo sendo o Marcão da Telesp, o Marcão da Boa Vista, o avô do Juan e do Yago, continuo sendo um ser político. Nos momentos de lazer e da vida privada, gosto de trabalhar na minha oficina e de brincar com os meus netos.” Para conhecer mais os valores e posicionamentos do candidato,  o DLNews convidou a psicóloga Mara Madureira (especialista em psicoterapia clínica cognitivo-comportamental pela Famerp e com MBA em gestão estratégica de pessoas pela FGV) a formular a entrevista que você vai conferir em seguida... 

Mara Madureira - Em termos objetivos, como o senhor define o poder? 
Marco Rillo -  O poder, dado pelo povo, deve ser honrado e usado para melhorar a vida das pessoas. Jamais deve ser usado em projetos pessoais.

Mara Madureira - Quais as evidências de que está apto para atender aos interesses públicos e bem representar seus eleitores? 
Marco Rillo - Tenho 37 anos de trabalho com carteira registrada. Por mais de 25 anos, fui gerente de uma grande estatal, desempenhando um papel estratégico. Tenho cinco mandatos de vereador, sendo por duas vezes o mais votado. Os mandatos a mim conferidos pelo povo me deram conhecimento e me credenciaram para governar a nossa cidade.

Mara Madureira - Quais meios, o senhor pretende adotar para converter suas ações em benefícios econômicos e sociais? 
Marco Rillo - Colocar as pessoas, e não as coisas, como prioridade máxima do orçamento público. Destinar os recursos com ética e transparência, priorizando o atendimento das necessidades daqueles que mais precisam do poder público. É assim que se gera desenvolvimento com justiça social.

Mara Madureira - Como o senhor percebe essa onda de religiões ampliando seu domínio e defendendo ideias e interesses próprios de grupos específicos?
Marco Rillo - Sou um homem religioso, de fé e caminhada. Mas sou completamente contrário à intromissão da religião na política. A religião é uma opção de foro íntimo, o Estado somos todos nós, independente do credo de cada um, por isso deve se manter laico.

Mara Madureira - O que o senhor pensa sobre a diversidade social?
Marco Rillo - A diversidade social deve ser respeitada e acolhida nas suas mais variadas formas e culturas. O que tem que nos preocupar e ser combatida cotidianamente é a desigualdade social.

Mara Madureira - Quais medidas objetivas empreenderia para superar os problemas da desigualdade social, da irresponsabilidade ambiental, das diversas violências e preconceitos? 
Marco Rillo - A desigualdade se combate com políticas públicas inclusivas e justas, que possam atender aqueles que mais precisam do poder público. É preciso oferecer para todo e todas educação e saúde de qualidade, cultura, esporte e lazer e atendimento social digno. Para combater a irresponsabilidade ambiental, basta utilizar as leis e construir junto com as comunidades e unidades escolares um grande programa de educação ambiental.

Mara Madureira - Quais as principais linhas programáticas de seu partido?
Marco Rillo - A linha programática do PSOL é toda centralizada na participação popular. A população deve ser o protagonista do Governo Municipal, participando ativamente das decisões e do orçamento público. Nosso programa terá especial atenção no tripé Saúde, Educação e Assistência Social, tendo o desenvolvimento sustentável como condição básica de qualidade de vida para todos.

Mara Madureira - Quais valores éticos e políticos o senhor defende?
Marco Rillo - Ética e honestidade não podem ser virtudes de um político, é obrigação, é condição imprescindível para quem pretende representar a coletividade. Meu histórico de vida é prova da minha atuação ética.

Mara Madureira - Como se posiciona em relação aos escândalos de corrupção e quais são seus planos de combate a esses crimes e aos seus autores políticos?
Marco Rillo - Minha atuação como vereador e fiscalizador dos atos do executivo municipal são provas de que o combate à corrupção é uma marca registrada da minha vida pública.

Mara Madureira - Como o senhor define sua ideologia política e quais as vantagens desse modelo para beneficiar a sociedade?
Marco Rillo - Sempre estive ao lado dos trabalhadores, dos oprimidos, dos servidores públicos, dos mais pobres e daqueles que mais dependem do poder público. Se esse comportamento é considerado de esquerda, então, sou de esquerda.

Mara Madureira - Como o senhor vê os líderes políticos de esquerda e de direita e como lida com eles? 
Marco Rillo - Os líderes de esquerda estão sempre ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, lutam por justiça social e não se conformam com desigualdades. Os líderes de direita, em geral, preocupam-se com o capital, defendem o estado mínimo e acham que o mercado resolve todos os problemas sociais. Se é para o bem comum, falo com todos, mas sei bem o lado que sempre estarei.

Mara Madureira - É possível governar de modo neutro, sem confundir interesses pessoais com interesses políticos? Como?
Marco Rillo - Neutro é só detergente. Não existe neutralidade em política. Um líder político não pode ser neutro, ele tem que ser justo. O combate à desigualdade e a busca por justiça social é que me guiam. Misturar interesse pessoal com atuação política não faz parte da minha biografia.







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