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Foto por: Divulgação / TSE
Em 2016, seis noves brigaram pela prefeitura e 281 tentaram uma das 17 vagas no Legislativo

Partidos lançam 10 candidatos à Prefeitura de Rio Preto e ao menos 431 à vereança

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Heitor Mazzoco
16/09/2020 às 21:31
Bastidores

Mais da metade dos nomes que vão disputar vaga na Câmara - 224 mais precisamente - vai subir no palanque do prefeito Edinho Araújo


Haja santinho 1
Os partidos políticos de Rio Preto apresentaram em suas convenções 10 candidatos a prefeitos e ao menos 431 aspirantes a uma cadeira na Câmara de Vereadores, entre os quais 143 mulheres. Os números ainda não podem ser considerados definitivos porque dependem de registro e aprovação junto à Justiça Eleitoral. Em 2016, seis noves brigaram pela prefeitura e 281 tentaram uma das 17 vagas no Legislativo. 

Haja santinho 2
Além do prefeito Edinho Araújo (MDB), que tenta a reeleição, foram oficializados na disputa majoritária Carlos Alexandre (PC do B), Carlos de Arnaldo (PDT), Celi Regina (PT), Coronel Helena (Republicanos), Filipe Marchesoni (Pardido Novo), Marcos Casale (PSL), Marco Rillo (PSOL), Paulo Bassan (PRTB) e Rogério Vinícius (DC). 

Palanque pesado 
Ao fim das convenções, o prefeito Edinho Araújo se revelou um fenômeno sem precedentes nas últimas duas décadas em termos de arco de alianças. São 12 partidos dando sustentação ao seu nome (MDB, DEM, PSD, Patriota, PSDB, PL, PP, Podemos, Avante, Cidadania PMB e Pros). Somados, esses partidos vão levar para o palanque do prefeito 224 candidatos a vereador, ou seja, mais da metade do total de nomes apresentados nas convenções. Vale lembrar que destes, 15 são candidatos com mandato de vereador. 

Ranking 1
Marco Casale é o segundo com maior número de siglas na retaguarda. Tem o PSL, o PSB do ex-prefeito Valdomiro Lopes, o PSC e PTC, que somam 65 postulantes à vereança. Na sequência vem a Coronel Helena, respaldada pelo Republicanos, PTB e Solidariedade, com 56 candidatos ao Legislativo. Carlos de Arnaldo também conta com 3 legendas em sua base de apoio, sendo PDT, Rede e PV, e 23 candidatos a vereador. 

Ranking 2
Rogério Vinícius está amparado pelos nanicos DC e do PMN. E conta apenas com seis vereadores no palanque. Os demais concorrem apenas com o próprio partido como sustentação: Carlos Alexandre (com 3 candidatos a vereadores), Celi Regina (13), Filipe Marchesoni (6), Marco Rillo (16) e Paulo Bassan (18),  

Chapa completa
Das 21 legendas que apresentaram candidatos a vereador, apenas seis – Republicanos, PSD, DEM, Patriota, PL e PSDB - conseguiram a façanha de montar chapa completa, com 26 nomes, sendo um terço ou mais de mulheres. O MDB bateu na trave, com 25. Assim como PSL (24) e o PDT (23). A dificuldade se deve ao fato de a nova legislação impedir coligações na disputa proporcional, o que provocou uma guerra por nomes minimamente viáveis. Completar a chapa é importante para a soma de votos necessários para abrir vagas no Legislativo. 

Esquerda esvaziada 
As legendas de esquerda tiveram mais dificuldades em encontrar candidatos. Um exemplo é o PT, que até as 20h desta quarta-feira (16) tinha apenas 13 filiados dispostos a entrar na briga. O partido já chegou a ter 4 vereadores na Câmara numa única legislatura. O PSOL, que levou parte dos petistas, como João Paulo Rillo, por exemplo, entra na disputa com 16 nomes. O PC do B só tem 3 nomes. PV e Rede não lançaram candidatos a vereador. Na ata do PCO consta uma única candidata. 

Refúgios bolsonaristas 
Já legendas de direita sem grande expressão, que historicamente ficavam na aba dos partidos maiores, se favoreceram pelo fenômeno do bolsonarismo, servindo como abrigo para aqueles que se viram sem partido quando o Aliança Pelo Brasil foi dado como inviável para a disputa deste ano. Daí que PRTB entra na briga com 18 nomes, PTC apresentou 20 aspirantes à Câmara e o PSC inscreveu mais 15. Mesmo sendo um partido grande, o PP se beneficiou com o ingresso dos bolsonaristas e chegou a 20 nomes. Do mesmo jeito o Podemos, também com 20 inscritos. 

Confronto indireto 1
O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) não será candidato a prefeito, nem a vice, nem a vereador. Mas deverá ser presença constante no horário de propaganda gratuita de rádio e televisão. E batendo pesado. O alvo, claro, é o prefeito Edinho Araújo (MDB). 

Confronto indireto 2
Valdomiro vinha dizendo que um dos principais motivos que o fizeram  lamentar a não-candidatura neste ano foi o fato de não poder debater com o emedebista. Adversários históricos, o fato é que os dois não vivem um confronto direto nas urnas, e nos debates, desde 2000. 

Confronto indireto 3
Acontece que a presença no programa eleitoral de Marcos Casale fez parte das tratativas de apoio do PSB ao PSL. Os tempos somados das duas legendas – mais PSC e PTC – devem render ao empresário o segundo maior espaço de rádio e TV, mas, ainda assim, bem menos do que o primeiro colocado, Edinho Araújo, terá. 

Bônus
Ao embarcar com Edinho, o PSDB acabou levando junto o Cidadania, partido que tinha fechado com o Renato Pupo desde que este se lançou na disputa como pré-candidato. A legenda tratou seu ingresso no superlotado ônibus do prefeito na noite da mesma terça-feira (15) em que o PSDB capitulou. Foi por meio de uma conversa a três por telefone, da qual participaram o prefeito, o presidente local da sigla, Henrique Dutra, e o cacique estadual, Arnaldo Jardim. 

Potinho de mágoa 1
Nesta quarta-feira (16), Denilson Marzocchi ainda não tinha digerido o tombo que levou ao acreditar que o PSDB bancaria uma candidatura de oposição ao Edinho, a quem ele vinha dedicando críticas ferozes. Daí que o empresário voltou a desabafar em redes sociais e grupos de whatsapp com integrantes tucanos. Disse que "lideranças contrárias” ao seu nome como candidato a prefeito pelo PSDB em Rio Preto foram responsáveis pela atuação junto ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Potinho de mágoa 2
Segundo Marzocchi, essas lideranças "deram a cartada final em cima” de Doria, que "optou por decretar o apoio ao prefeito Edinho Araújo (MDB), que tenta a reeleição, "e demais partidos da coligação”. O empresário afirmou em uma das postagens que "jamais” teve pretensão de se lançar candidato a prefeito. "Recebi a missão junto ao nosso grupo após a desistência da candidatura do meu amigo Renato Pupo”. A meta de Marzocchi, segundo ele, era resgatar o prestígio do PSDB "com novas lideranças e pensamentos bem alinhados aos anseios de nossa sociedade”. 

Daciolo da vez 
No mundo dos memes da política local, um dos que mais ganharam a simpatia dos internautas foi o que batizou o candidato do DC de Rio Preto como o Cabo Daciolo da vez. Se você não sabe quem é Cabo Daciolo, pode ter certeza que perdeu a parte mais divertida (talvez a única) das eleições de 2018, quando ele, candidato à Presidência da República, ganhou notoriedade por falar tudo que vinha à cabeça. 

Um pouco de história 1
Um capítulo da História de Rio Preto empolgou os partidários e apoiadores da Coronel Helena (Republicanos). Se for eleita prefeita, a oficial reformada da PM será a segunda negra da história da cidade a ocupar o posto em 126 anos desde sua emancipação. O primeiro foi Pedro Amaral, que em 1899 era o político mais influente da região e foi "intendente” de Rio Preto. 

Um pouco de história 2
As coincidências não param por aí. Pedro Amaral, que dá nome a uma das principais ruas da cidade, também era coronel, comandante da 73ª Brigada de Infantaria da Guarda Nacional e, igualmente curioso, chefe do Partido Republicano. 

Segue o calendário
A partir desta quinta-feira (17), emissoras de rádio e de televisão estão proibidas de vincular pesquisas com manipulação de dados, por exemplo, exceto programas jornalísticos ou debates políticos. Para TVs, há regra ainda que veda até mesmo filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político.







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