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Foto por: Divulgação
Valdomiro Lopes, ex-prefeito de Rio Preto

Valdomiro diz ter articulado supercoligação, mas que desiste de candidatura por falta de recursos

Por: Maria Elena Covre
13/09/2020 às 12:22
Bastidores

Em entrevista exclusiva ao DLNews, ex-prefeito do PSB conta o que teriam sido os bastidores das articulações, "em 20 dias", com PSDB, PP, PSL, PSC e Cidadania.


Com palanque, sem recursos 
Em entrevista exclusiva à coluna Bastidores no finalzinho da noite deste agitado sábado (12), quando já passava das 22h, o ex-prefeito Valdomiro Lopes disse que conseguiu em 20 dias a façanha de montar uma supercoligação capaz de fazer frente ao palanque do prefeito Edinho Araújo (MDB) na briga pela Prefeitura de Rio Preto. Mas que, ainda assim, ele ficará fora da disputa por não ter viabilizado recursos do fundo eleitoral. "Não tem mais como voltar atrás. Não serei mais candidato, mas vou ajudar, como gratidão, pessoas que me abriram portas.” 

Seria a senha?
Apesar da firmeza com que disse ter tirado o time de campo, vale lembrar que o jogo, cheio de lances surpreendentes, ainda está sendo jogado e só termina na quarta-feira (16). E que a fala do ex-prefeito pode ser justamente a senha para novas rodadas de conversa. 

Fazendo as contas  
A supercoligação que o ex-prefeito diz ter costurado em torno de seu nome envolvia, além do PSB, PSDB, PP, PSL, Cidadania e PSC. Legendas cujo tempo somado na propaganda gratuita de televisão e rádio chegaria, segundo cálculo parcial, a pouco mais de 3 minutos, mas que superaria a supremacia de Edinho, que, sem o PP, ficaria em pouco menos de 3 minutos. Com o PP, e a não-consolidação da frente de oposição pretendida por Valdomiro, o emedebista tem quase 4 minutos e deverá reinar neste espaço se nada mudar. 

Revelações
Na entrevista exclusiva, o prefeito narrou os bastidores do que teria sido a saga para tentar viabilizar sua supercoligação em menos de três semanas, embora o primeiro ensaio nesse sentido tenha se dado dois meses atrás por meio de uma conversa com interlocutores do PSDB. "Há dois meses fui procurado pelo pessoal do PSDB, dizendo que o candidato deles não queria ser candidato. Disseram que eu deveria ser o candidato. A primeira conversa com o PSDB foi com o Beto Perosa, que me disse que a gente teria também o Cidadania no grupo. Não levei a sério na época. Mas, de 20 dias para cá (após novas conversas), comecei a levar a sério”, diz o ex-prefeito. 

Brasília 
"Então, fui a Brasília falar com a direção nacional do PSB, para saber das possibilidades de eu receber recursos do Fundo Eleitoral do meu partido. Mas peguei o pessoal de surpresa, porque eu vinha dizendo que não disputaria. Porque hoje ninguém consegue ser candidato sem o Fundo Eleitoral. Eles me responderam que achavam que era um pouco tarde, porque já tinham se comprometido, mas prometeram tentar”, conta ainda Valdomiro.  

PP de Pinato
Enquanto trabalhava a frente dos recursos de campanha, Valdomiro contou que procurou, há duas semanas, o deputado federal Fausto Pinato, que pouco mais de um ano atrás afirmou ter interesse em transferir seu domicílio eleitoral para Rio Preto. "Ele me recebeu bem, gostou da ideia de integrar o grupo. Eu disse na conversa que minha única pendência era conseguir os recursos para financiar a campanha, que deveriam sair do Fundo Eleitoral. Ele pediu, então, para eu definir se iria mesmo. E ficou me aguardando dar uma resposta.” 

Com o PSL
A conversa com o PSL do empresário Marcos Casale foi o próximo passo, segundo Valdomiro. Casale questionou sobre quem seria o vice. E ele (Valdomiro) teria dito que o vice precisaria sair do PSDB. Na sequência, ele foi falar com o PSC. "Ou seja, em 20 dias juntei praticamente uma supercoligação, cujo tempo de televisão ficaria de igual com o do prefeito. Então, em termos de apoio, estava tudo acertado. Se eu dissesse que seria, teria esse arco de alianças. Só dependia de mim.”

Liberou o PP
"No entanto, como não viabilizei a parte econômica, na sexta-feira (11) de manhã eu liberei o Pinato, que estava aguardando eu voltar a me manifestar. Eu disse a ele que não tinha conseguido garantias de financiamento pelo Fundo Eleitoral.” Nesse dia, em um almoço no El Toro, Pinato e o vereador Paulo Pauléra declararam apoio público ao prefeito Edinho Araújo. Mas não é o fim dessa novela. Tem mais…

De volta ao PSDB
Valdomiro Lopes conta que na sexta à noite, depois e "liberar” Pinato, voltou a ser procurado para uma reunião "de emergência” por um grupo do PSDB. A comitiva tucana era integrada por Marco Vinholi (presidente estadual da sigla e secretário de Desenvolvimento Regional de Doria), Beto Perosa e Manoel de Jesus Gonçalves. "Perguntaram se o Valdomiro queria ser candidato. Eu disse que sim. Mas que tínhamos de decidir o vice e o dinheiro.”

Condições 
"Quanto ao vice, eu disse que precisaria ser alguém como o Perosa ou a Ivani (Vaz de Lima, vice-prefeita no segundo mandato de Valdomiro). O Perosa disse que não podia por causa do trabalho dele como executivo de uma empresa. E também descartaram o nome da Ivani. Disseram que o vice teria de ser o Marzocchi (empresário Denilson Marzocchi, anunciado no sábado com substituto de Renato Pupo). Mas aí, ainda dava para chegar a uma solução.”

Deu no que deu
"O segundo entrave foi a questão do dinheiro. Voltei a dizer que precisava de garantia de ao menos a metade do valor máximo de gasto permito por candidatura pela Lei. Mas ele disseram que não podiam se comprometer com um valor exato. Então, eu desisti na sexta à noite. Aí, no sábado, aconteceu o que aconteceu (anúncio da desistência do Pupo, que foi substituído pelo Marzocchi)".







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