Foto por: Divulgação
Rodrigo Dias teria recebido propina em charutaria do Itaim Bibi, em São Paulo

Rodrigo Dias, alvo de operação da PF em Rio Preto, teria recebido R$ 250 mil em propina

Por: Heitor Mazzoco
06/08/2020 às 18:20
Política

Operação Dardanários é mais uma fase da Lava Jato do Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) aponta em documento enviado ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que o advogado Rodrigo Sergio Dias, que tem participação em empresa familiar em Rio Preto, teria recebido R$ 250 mil em forma de propina após direcionamento de um contrato milionário na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Dias é um dos alvos da operação Dardanários, da Lava Jato carioca, que prendeu na manhã desta quinta-feira (6), o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy Sant’Anna Braga, que já foi deputado federal por Goiás e é ex-ministro de Cidades (governo Temer). Baldy e Dias são primos.


No documento do MPF, há relatos também de pagamento de propina a Alexandre Baldy no valor de R$ 900 mil. De acordo com a investigação, Rodrigo Dias teria tentado emplacar a empresa Vertude em contratos junto ao Poder Público, o que não conseguiu.


À época, segundo o MPF, Rodrigo Dias era presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no governo de Michel Temer (MDB). Posteriormente, já no governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Dias assumiu em 2019 o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. 

Posteriormente, um acordo teria sido fechado para que a empresa fosse contratada pela Fiocruz com valor de R$ 4,5 milhões. O contrato teria sido firmado com auxílio de um funcionário da Fiocruz, que também foi preso nesta quinta, Guilherme Franco Netto.

Ainda no documento de cem páginas do MPF, há relatos de supostos crimes na Pró-Saúde, do Rio de Janeiro e na Junta Comercial de Goiás.
 

Rio Preto
Após os pedidos de busca e apreensão e prisão preventiva feitos pelo MPF, o juiz Marcelo Bretas determinou os mandados para São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.

No Estado de São Paulo, dois endereços de Rodrigo Dias apontam Rio Preto. Isso porque Rodrigo Dias tem participação em uma empresa familiar na cidade.

Agentes da Polícia Federal não encontraram documentos que poderiam incriminar a empresa de Rio Preto. No entanto, em um dos endereços, os agentes encontraram duas armas irregulares com um parente de Rodrigo Dias. Ele foi conduzindo à delegacia e solto após pagamento de fiança.

Outro Lado
O DLNews ligou em dois celulares de Rodrigo Dias, que estão desligados. Alexandre Baldy, por meio de nota, disse que não foi chamado em nenhum momento para depor sobre o assunto e vai esclarecer o assunto com a Justiça. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Guilherme Franco Netto. 






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