Hospitais repensam fluxos para operar pacientes com Covid

Por: FOLHAPRESS -
01/08/2020 às 14:30
Brasil e Mundo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vários hospitais já redesenharam seus fluxos e processos para operar pacientes com suspeita e confirmação do novo coronavírus em ?...

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vários hospitais já redesenharam seus fluxos e processos para operar pacientes com suspeita e confirmação do novo coronavírus em áreas diferentes daquelas destinadas a pacientes sem a doença.
Segundo Fernando Torelly, superintendente corporativo do HCor (Hospital do Coração), com a redução do tempo de resultado dos testes de Covid-19, é possível direcionar pacientes positivos para salas cirúrgicas exclusivas, mantendo-os separados, inclusive, na recuperação pós-anestésica e na internação.
"Nos casos de emergência em que não se pode esperar o resultado do teste, como nos infartos e AVC, os pacientes são considerados suspeitos. Evitamos o contato deles com aqueles que testaram negativo", afirma.
Durante a pandemia, 50 pacientes com suspeita e confirmação de Covid-19 foram operados no HCor.
No A.C. Camargo Cancer Center, de um total de 2.099 pacientes testados antes da cirurgia, 114 (5,4%) tiveram resultado positivo e receberam recomendação de adiar em 21 dias o procedimento.
Mas ao menos 20 infectados foram operados em situações em que o risco ao postergar a cirurgia era muito alto, como em pacientes como quados de sangramento e obstrução.
Segundo cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, chefe do centro de tumores colorretais e sarcoma do hospital, adiar o início de um tratamento oncológico pode reduzir o potencial de cura e aumentar as sequelas.
No caso do câncer de cólon e reto, por exemplo, o número de óbitos de pacientes que iniciaram o tratamento depois dos 60 dias foi 22% maior em cinco anos, segundo estudo feito na instituição.
No entanto, diz ele, operar um paciente oncológico com Covid-19 é uma recomendação extrema e só deve se feita em casos muito urgentes e com medidas como uma sala de pressão negativa e uma equipe médica com grau máximo de EPIs.
De acordo com estudo publicado no Jama (periódico da Associação Médica Americana), o risco de mortalidade pós-operatória em cirurgias eletivas, entre pacientes positivos para Covid-19, ficou em torno de 19%. Em pacientes com câncer, essa taxa se aproximou de 30%.

Publicado em Sat, 01 Aug 2020 14:05:00 -0300






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