PF mira magistrados suspeitos de vender sentenças em Goiás

Por: FOLHAPRESS - JOÃO VALADARES
30/06/2020 às 14:00
Brasil e Mundo

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), oito mandados de busca e apreensão em endereços de empresários, advogados...

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), oito mandados de busca e apreensão em endereços de empresários, advogados e magistrados do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás) suspeitos de envolvimento em esquema de venda de sentenças judiciais.
A Procuradoria da República em Goiás informou que os policiais federais também recolheram documentos em uma empresa ligada aos envolvidos. Dois desembargadores e um juiz estão entre os alvos da operação.
A investigação corre em segredo de Justiça. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
As ordens judiciais foram determinadas pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell.
A operação desta terça-feira, conforme informou a assessoria de comunicação social da PGR (Procuradoria-Geral da República), é um desdobramento da operação Máfia das Falências, que havia sido iniciada em primeira instância.
A descoberta de indícios de participação de magistrados com prerrogativa de foro no STJ fez com que as investigações passassem a ser conduzidas pela PGR.
Há indícios dos crimes de corrupção, tráfico de influência, exploração de prestígio, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Os dois desembargadores e um juiz do TJ-GO são investigados por suspeita de participação em organização criminosa envolvida com a venda de decisões judiciais em processos de recuperação judicial de empresas.
A PGR informou que, na petição enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve dois fatos criminosos.
Um deles estaria relacionado à tentativa de nomeação de administrador específico para atuar no processo de recuperação judicial de uma usina de álcool para a obtenção de lucros.
Outro possível crime envolve o pagamento de R$ 800 mil a um desembargador para que fosse autorizado o retorno de um investigado ao cargo de administrador judicial da usina.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos documentos e aparelhos celulares que estavam em poder dos investigados.

Publicado em Tue, 30 Jun 2020 13:49:00 -0300






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