Foto por: Prefeitura de Rio Preto
Entrevista de secretário ocorreu nesta sexta-feira

"Que se dane a meta do governo, liberem dinheiro para população", diz Bevilacqua

Por: Da Redação
15/05/2020 às 16:19
Bastidores

Secretário da Fazenda disse ser necessário que as três esferas de governo trabalhem unidas

Desabafo
O secretário da Fazenda de Rio Preto, Angelo Bevilacqua, desabafou em entrevista ao jornalista Alexandre Gama, da TV Câmara, nesta sexta-feira (15). Bevilacqua afirmou que o governo federal deveria liberar verba para os brasileiros, principalmente aos mais pobres. "Vão ter que emitir moeda, que é fabricar dinheiro, mas de uma forma controlada. Falar em inflação no momento como esse é imbecilidade. Eu estou falando como economista, não é o secretário, é o economista. Pensar em inflação em um momento desse é imbecilidade. Não vai cumprir meta de governo? Ora bolas, que se dane a meta do governo federal. Libera o dinheiro para população, é isso que tem que fazer. A população está desassistida".

Insônia
Bevilacqua afirmou ainda o período turbulento tem tirado o sono dele. "Como resolver a situação dos pobres? É uma preocupação muito grande que tenho como ser humano. Me deixa sem dormir. Tem noite que são três horas da manhã e estou acordado. Como resolver a equação que a conta não fecha? Todo mundo querendo abrir a economia. Abrir para quem? Quem vai ser o consumidor? Para ter consumidor tem que ter renda, que tem que ter trabalho. Para ter trabalho tem que ter economia funcionando".

Destruição
O secretário de Edinho Araújo (MDB) continuou o desabafo ao afirmar que famílias estão sendo destruídas por causa da Covid-19, tem ’ódio’ de pessoas mortas sendo tratadas por números e afirmou que a Prefeitura está em trabalho para atender contribuintes de maneira distante.
"Sempre trabalhei com números. Tenho ódio quando vejo as pessoas tratarem as mortes provocadas por essa epidemia como números. Não vejo números, eu vejo seres humanos, famílias destruídas. Essa é a minha preocupação. Famílias destruídas. Perdas de pais, avôs, filhos... como resolver isso sem burocracia? Aqui na Fazenda estamos adotando uma forma que o contribuinte resolva tudo com a nossa secretaria. Vamos replicar isso para toda prefeitura. Tem que ter respeito ao ser humano. E temos que entender o próximo. Somos todos uma família só. Essa epidemia veio para mostrar que aquilo que a gente valorizou até poucos dias atrás não vale nada. O que vale é o ser humano".






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