Foto por: Reprodução
Lais fechou dois restaurantes durante a quarentena

Empresária de Rio Preto viraliza em vídeo ao questionar funcionamento de pedágios

Por: Da Redação
26/03/2020 às 10:49
Cidades

Um vídeo publicado por uma empresária de Rio Preto viralizou nas redes sociais na primeira semana da quarentena. No vídeo, Lais Accorsi, dona de dois restaurantes na cidade, questiona o funcionamento dos pedágios nas rodovias do estado durante o período de isolamento.

Em entrevista ao DLNews, Lais contou que está sofrendo os impactos causados pela pandemia na economia. "Restaurante não é uma empresa que tem reserva, você trabalha muito com o giro, a gente tem reserva para 30 dias e olhe lá”, falou.

Ela ainda publicou nas redes sociais que se a situação se manter da maneira que está, não há renda para muito tempo. "Provavelmente estarei quebrada em 60 dias”, escreveu. Futuro sombrio é o termo utilizado pela empresária para definir o que ela espera para os próximos seis meses.

"Todo mundo foi pego de surpresa, a coisa foi mudando dia para o outro e estávamos totalmente abastecidos. Antes mesmo da quarentena ser obrigatória, um fim de semana antes, chegamos ao ponto de não entrar ninguém”, contou. Mesmo assim, ela acredita que a quarentena seja necessária para barrar o avanço do coronavírus.

Segundo ela, as atividades de um dos restaurantes foram encerradas por completo, enquanto o outro segue na configuração de delivery. Essa não é, porém, a solução dos problemas que ela enfrentará e está enfrentando diante dos impactos do novo vírus.
"Os efeitos do corona na economia vão quebrar com a gente”, falou sobre a expectativa para o retorno das atividades, que ainda tem destino incerto. "Se puder abrir daqui 15 dias o restaurante, não significa que vai normalizar”.

Sobre o funcionamento dos pedágios, assunto abordado no vídeo que compartilhou, Lais defende que as praças de cobranças são locais propícios para a disseminação do vírus. Ela questiona a permanência das cobranças diante o cenário atual, enquanto demais serviços são obrigados a parar.

A empresária diz que não esperou que o vídeo viralizasse, mas que chegasse, através da sua lista de contatos, em pessoas que pudessem resolver a situação. "Eu queria que chegasse nas mãos da pessoa certa, que apresentasse a denúncia. Não achei que ia viralizar, a ideia é que fizesse parar mesmo, é um absurdo. Tá lá funcionando, trocando dinheiro, as pessoa parando”, falou.

Na publicação feita no Facebook, ela se refere à situação como uma afronta à população. "Basta um infectado que espirrou na mão durante o volante para contaminar 500 pessoas por dia. Mas a cobrança não parou”, escreveu.

Confira vídeo abaixo








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