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Capacitação promovida pela Funfarme e Famerp reuniu profissionais da rede de saúde para reforçar o diagnóstico precoce e o rastreamento do câncer de pulmão na região de Rio Preto.
Autor: Por Redação
Capacitação promovida pela Funfarme e Famerp reuniu profissionais da rede de saúde para reforçar o diagnóstico precoce e o rastreamento do câncer de pulmão na região de Rio Preto.

Funfarme capacita profissionais para ampliar diagnóstico precoce do câncer de pulmão

Autor: LEONARDO GARCIA
05/08/2026 às 13:29
Saúde

A Funfarme, em parceria com a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), promoveu nesta terça-feira (5) a capacitação "Agosto Branco: Conscientização e Rastreamento do Câncer de Pulmão”, voltada a profissionais da atenção primária, enfermagem, assistência social e demais equipes de saúde. A iniciativa busca fortalecer o diagnóstico precoce da doença, principal causa de morte por câncer no Brasil.


Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano entre 2026 e 2028, sendo 18.730 em homens e 16.650 em mulheres. Apesar da alta incidência, a maioria dos casos ainda é descoberta em estágios avançados.

Durante a capacitação, os participantes receberam orientações sobre a identificação de pacientes com perfil para rastreamento e os critérios para encaminhamento ao Serviço de Telerastreamento do Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, referência regional no tratamento oncológico.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, destacou que a qualificação dos profissionais da rede básica é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

Segundo dados da instituição, o Serviço de Telerastreamento realizou 119 atendimentos em 2025. Em 2026, até o mês de junho, já foram registrados 50 atendimentos, reforçando a importância do programa para identificar casos ainda nas fases iniciais da doença.

O cirurgião torácico da Funfarme, Dr. Isaac Rodrigues, ressaltou que muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais e que o rastreamento é essencial para aumentar as chances de cura.

Ele explica que, quando surgem sintomas como perda de peso sem causa aparente, tosse persistente, tosse com sangue, falta de ar ou pneumonias de repetição, o paciente já precisa passar por investigação diagnóstica, deixando de ser um caso de rastreamento.

O principal fator de risco para o câncer de pulmão continua sendo o tabagismo. Fumantes têm risco até 30 vezes maior de desenvolver a doença em comparação aos não fumantes. Por isso, os protocolos de rastreamento são direcionados principalmente a fumantes e ex-fumantes que atendem aos critérios estabelecidos pelas diretrizes médicas.







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