A operação reúne equipes da Secretaria da Fazenda, do Procon e da Guarda Civil Municipal (GCM), que realizam ações integradas em diferentes regiões da cidade. Na última semana, os trabalhos se concentraram nos bairros Solo Sagrado, Santo Antônio, João Paulo II e Fraternidade, definidos a partir de denúncias recebidas pelos órgãos de fiscalização.
Segundo a agente fiscal Vânia Vicentin, da Secretaria da Fazenda, a fiscalização é baseada em duas leis municipais: a Lei nº 10.842/2010, que proíbe o uso de cerol em linhas de pipas, e a Lei nº 12.683/2017, que proíbe a fabricação, comercialização e distribuição da chamada linha chilena.
De acordo com a prefeitura, o estabelecimento flagrado pela primeira vez recebe advertência para retirar imediatamente os produtos irregulares. Em caso de reincidência, pode ser autuado, ter as atividades suspensas e até perder a licença de funcionamento.
Durante uma das ações, os agentes localizaram uma oficina de produção de pipas com grande quantidade de linha com cerol. Todo o material foi apreendido e o responsável foi advertido e autuado.
O subcomandante da GCM, Márcio Martino, afirmou que a Guarda acompanha as fiscalizações tanto para garantir a segurança das equipes quanto para registrar boletins de ocorrência e encaminhar os casos à investigação policial.
No âmbito do Procon, a venda de cerol e linha chilena é considerada infração gravíssima. O coordenador de fiscalização, Zaqueu dos Santos, destacou que a comercialização desses materiais é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor devido ao risco à vida e ao impacto coletivo que pode atingir qualquer cidadão.
A prefeitura informou que as operações continuarão nas próximas semanas e que a Guarda Municipal também realiza abordagens orientativas com crianças e adolescentes que soltam pipas nos bairros da cidade.
Denúncias sobre locais suspeitos de vender cerol ou linha chilena podem ser feitas pelos telefones 153 (GCM) e 190 (Polícia Militar).