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O espelho antes da janela.

Autor: Pablo Davalos
26/06/2026 às 11:22
Artigos

"A maneira como você faz uma coisa, você faz todas as coisas”. Frases feitas em alguns momentos contradizem o que somos e como agimos, mas no fundo, se refletirmos um pouco, vamos encontrar princípios de verdades que derivam para a nossa jornada.


 É extremamente injusto em contrapartida, se opor a sonhos e realizações por definições e conceitos enraizados culturalmente, estamos cheio de exemplos pois acreditamos que diante de um pouco de conhecimento, informação e cultura somos os donos da razão, mas não nos conhecemos intimamente para admitir que a frase do filósofo Sócrates faz sentido como nunca fez no dia de hoje: conhece-te a ti mesmo.
É irremediável e irreversivelmente cruel acreditarmos ser superiores para proibir e coibir sonhos de um indivíduo. Mesmo diante de limitações, desafios, diferenças, cada um tem que seguir aquilo que acredita estar escrito como destino e que tinha que acontecer em sua vida. A ideia de predestinação e destino é própria, individual, e enfrentar preconceitos fazem parte de um desígnio maior, mas que não pode provocar revolta na sociedade. Alias, quantas revoltas na era moderna temos visto, por trás das máscaras de usuários que se escondem atrás das telas de redes sociais?
Não temos aprendido lições importantes o suficiente, para deter nossos pensamentos negativos e reverter em positivos em prol do nosso próximo, ao contrário de uma formo controversa estamos cada vez mais devotos de disfarçar ódio com fachada de liberdade de expressão. Os danos psicológicos e morais causados por expressar nossas opiniões mesmo sem ninguém as requisitar tem se transformado em ocorrências frequentes e levado para reiterados casos de intolerância por situações simples: fatalidades no trânsito iniciadas por discussões primárias, homicídios, mortes de crianças por envenenamento causados por ciúmes passionais, agressões a adolescentes por motivos banais, não convivemos mais em paz.
De modo geral, estamos fazendo coisas complexas da maneira como fazemos todas as coisas simples, sem educação, sem tolerância, sem bom senso, sem humor, sem amor, sem inteligência, sem paciência, sem sermos seres pensantes, agindo longe de sermos seres humanos.  Paramos no tempo e deixamos de olhar para o reflexo de nossa imagem no espelho e não conhecemos mais nossos erros, cicatrizes, fraquezas pois estamos ocupados demais apontando dedos, gritando antes de ouvir, agindo antes de pensar, lacrando antes de pensar nas consequências de nossas ações.
Todos somos influentes, de uma maneira ou outra temos a facilidade de influenciar a vida de muitas pessoas ao nosso redor sem sermos famosos, e isso é perfeito, pois a fama que mais vale a pena é aquela que grita e nos faz orgulhar ao pensar se estamos agindo e sendo, como fomos criados para ser. Conhecer a nós mesmos, como pediu Sócrates, é uma tarefa diária e que está cada vez mais longe de ocorrer nos holofotes da sociedade moderna.
Pablo Dávalos é Engenheiro de Produção, MBA executivo em Gestão Industrial – FGV, Especialista em solos e nutrição de plantas – USP, Especialista em PPCP black belt six sigma, consultor de negócios e empresário no ramo de agronegócios.







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