Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 10 milhões dos cofres da Câmara Municipal de Catanduva, no interior de São Paulo. A ação, denominada Operação Rei do Pix, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2).
De acordo com o Ministério Público, as irregularidades teriam ocorrido entre os anos de 2023 e 2024. Um vereador de Catanduva está entre os investigados, embora o nome dele não tenha sido divulgado pelas autoridades até o momento.
A Justiça expediu 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Catanduva e também nas cidades de Adamantina, Bauru, Jaboticabal e São Paulo.
Durante as diligências, promotores e policiais recolheram documentos, computadores e outros materiais que serão analisados ao longo da investigação. Veículos e quantias em dinheiro também foram apreendidos.
Segundo as apurações, integrantes do grupo investigado teriam criado dezenas de empresas de fachada em nome de parentes e pessoas próximas para simular a prestação de serviços à Câmara Municipal. O objetivo seria desviar recursos públicos por meio de contratos fraudulentos.
A 1ª Vara Criminal de Catanduva também determinou a indisponibilidade de bens dos investigados. Os bloqueios podem chegar a R$ 20 milhões, conforme o grau de envolvimento atribuído a cada suspeito.
As investigações seguem em andamento e o Ministério Público busca identificar todos os envolvidos no suposto esquema criminoso.