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Número de cirurgias para tratamento de endometriose cresceu 518% no Austa Hospital e IMC nos últimos quatro anos.
Autor: DIVULGAÇÃO
Número de cirurgias para tratamento de endometriose cresceu 518% no Austa Hospital e IMC nos últimos quatro anos.

Casos de endometriose aumentam 76% no Brasil; cirurgias cresceram 518% no Austa Hospital e IMC em quatro anos

Autor: LEONARDO GARCIA
07/05/2026 às 12:54
Saúde

Esta quinta-feira marca o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, data voltada à conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença.


O ginecologista e obstetra Paulo Fasanelli, do Austa Hospital e do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, alerta para o avanço dos casos no país e a necessidade de ampliar a prevenção e o acesso ao diagnóstico.

Segundo dados do Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados à endometriose no SUS aumentaram 76% em apenas três anos, passando de 82.693 registros, em 2022, para 145.744, em 2024. A estimativa é que a doença afete até 8 milhões de brasileiras.

A alta também reflete na rede hospitalar de Rio Preto. Somadas, as cirurgias para tratamento da endometriose realizadas no Austa Hospital e no IMC cresceram 518% em quatro anos, passando de 16 procedimentos, em 2022, para 99, em 2025. Ao todo, foram registrados 259 procedimentos nas duas instituições entre 2022 e 2026.

A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo órgãos como ovários, intestino e bexiga. A doença pode provocar cólicas menstruais intensas, dores pélvicas persistentes, dor durante relações sexuais, alterações intestinais e infertilidade.

De acordo com o dr. Fasanelli, muitas mulheres ainda demoram para buscar ajuda médica, o que dificulta o diagnóstico precoce. "A dor intensa não é normal e precisa ser investigada. Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida e a fertilidade”, afirma.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética.

Nos casos mais avançados, o tratamento cirúrgico passa a ser indicado. Segundo o especialista, a videolaparoscopia — técnica minimamente invasiva — é atualmente considerada padrão no tratamento cirúrgico da endometriose, permitindo maior precisão, menor trauma cirúrgico e recuperação mais rápida.

O médico reforça ainda que a conscientização continua sendo essencial para combater o avanço da doença. "Precisamos quebrar o tabu em torno da dor menstrual e garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico e às opções de tratamento disponíveis”, conclui.







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