Com a chegada do outono, cresce também a preocupação com a saúde infantil. Entre os meses de março e agosto, há um aumento significativo na circulação de vírus respiratórios, o que eleva o número de atendimentos médicos, internações e complicações em crianças.
Esse cenário impacta diretamente as famílias e pressiona o sistema de saúde, que tradicionalmente registra maior demanda nesse período do ano.
De acordo com a professora doutora Marcialí Gonçalves Fonseca Silva, subchefe do Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), a prevenção é a principal aliada para reduzir os riscos.
"A sazonalidade das doenças respiratórias exige uma abordagem preventiva estruturada. A vacinação contra a gripe, associada a cuidados com a exposição a ambientes fechados e à manutenção de uma alimentação adequada, tem impacto direto na redução das infecções e de suas complicações”, explica.
A especialista reforça que a imunização contra a influenza, oferecida anualmente pelo Ministério da Saúde, é uma das medidas mais eficazes para evitar quadros graves, especialmente em crianças pequenas, que são mais vulneráveis.
Outro ponto importante é o fortalecimento do sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Nesse contexto, o aleitamento materno tem papel fundamental.
"O leite materno é a primeira forma de proteção imunológica do bebê, pois fornece anticorpos essenciais para enfrentar os vírus mais comuns nesta época do ano”, destaca.
Além de proteger a saúde das crianças, a prevenção também contribui para reduzir internações e minimizar impactos emocionais e financeiros para as famílias e para o sistema público de saúde.