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Especialista da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) alerta para diagnóstico tardio do transtorno bipolar e reforça importância da informação.
Autor: Johnny Torres/ Famerp Divulgação
Especialista da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) alerta para diagnóstico tardio do transtorno bipolar e reforça importância da informação.

Dia Mundial do Transtorno Bipolar: condição afeta milhões e pode levar anos para diagnóstico

Autor: LEONARDO GARCIA
30/03/2026 às 14:34
Saúde

Celebrado em 30 de março, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar chama atenção para uma condição que afeta cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo e que, muitas vezes, demora anos para ser corretamente diagnosticada.


Segundo o psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), o transtorno bipolar ainda é amplamente mal compreendido e frequentemente confundido com depressão. "Muitos pacientes passam de cinco a dez anos até receber o diagnóstico correto”, afirma.

Um exemplo conhecido é o da cantora Rita Lee, que descobriu o transtorno apenas aos 64 anos. Após o diagnóstico, relatou alívio ao entender os ciclos de euforia e depressão que enfrentava há décadas.

De acordo com o especialista, um dos principais problemas está na banalização do termo "bipolar”. "Oscilações de humor ao longo do dia são normais e não têm relação com o transtorno bipolar”, explica. Diferente disso, a condição é marcada por ciclos prolongados, que podem durar semanas ou meses.

O transtorno é considerado uma doença crônica, caracterizada por fases distintas: períodos de depressão, episódios de euforia (mania ou hipomania) e intervalos sem sintomas. Existem dois principais tipos: o tipo 1, com episódios de mania mais intensos, e o tipo 2, com predominância de depressão e episódios mais leves de euforia.

A condição geralmente se manifesta entre os 16 e 25 anos, mas pode surgir em outras fases da vida. Sua origem é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, biológicos e ambientais. Estudos indicam que filhos de pessoas com o transtorno têm entre 10% e 20% de chance de também desenvolvê-lo.

Especialistas alertam para os riscos do autodiagnóstico e reforçam a importância de procurar ajuda profissional. O tratamento inclui acompanhamento psiquiátrico, uso de medicação quando necessário, psicoterapia e hábitos saudáveis.

Principais sinais do transtorno bipolar

Fase depressiva (mínimo de duas semanas):
Tristeza persistente
Perda de interesse em atividades
Alterações no sono e apetite
Baixa autoestima
Falta de energia

Fase de euforia (mania ou hipomania):
Humor excessivamente elevado ou irritável
Pensamento acelerado
Autoestima inflada
Impulsividade e comportamentos de risco
Redução da necessidade de sono







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