Ao todo, mais de 70 projetos de extensão foram inscritos. As iniciativas apresentadas no congresso mostram experiências desenvolvidas por instituições de ensino superior que levam conhecimento acadêmico para fora da universidade, com ações de prevenção, educação em saúde e apoio ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A abertura do evento contará com a palestra da empreendedora social Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias, conhecida pelo trabalho no enfrentamento da pobreza feminina. Reconhecida pela lista Forbes Under 30 e palestrante do TEDx, ela apresenta a palestra "O corpo não mente: a pobreza gravada na pele”.
Universidade e comunidade
Na universidade pública brasileira, a extensão é considerada um dos três pilares da formação acadêmica, ao lado do ensino e da pesquisa. Na área da saúde, essas ações têm impacto direto na população, já que muitas iniciativas desenvolvidas pelas instituições contribuem para o fortalecimento da rede pública de atendimento.
Diretrizes nacionais da educação superior também estabelecem que 10% da carga horária dos cursos de graduação deve ser destinada a atividades de extensão, realizadas em contato direto com a comunidade. A medida busca garantir que os estudantes tenham experiências práticas ligadas às necessidades sociais e à realidade do SUS.
Segundo a diretora-adjunta de Extensão da Famerp, Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen, o congresso representa um momento de valorização dessas iniciativas.
"A extensão é o momento em que o conhecimento produzido na universidade retorna para a sociedade. Na área da saúde, isso significa levar informação, prevenção e cuidado para a população”, afirma.
Projetos que atendem a população
Durante os dois dias de programação, o congresso contará com palestras, mesas-redondas, oficinas e apresentação de projetos, reunindo experiências extensionistas de diferentes instituições.
Entre os projetos que serão apresentados estão iniciativas desenvolvidas na própria Famerp, como o Grupo de Curativos, que acompanha pacientes com feridas complexas no Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, e o Projeto AFIRMASUS, voltado à inclusão de alunos que ingressam por ações afirmativas em atividades de saúde voltadas a populações vulneráveis.
Também fazem parte da programação campanhas de conscientização sobre doenças, promovidas por ligas acadêmicas e sociedades médicas, como Julho Verde, Outubro Rosa e Dezembro Laranja, voltadas à prevenção de diferentes tipos de câncer.
Outro exemplo é o projeto Eis-me Aqui, iniciativa de palhaçoterapia que promove atividades de humanização e acolhimento a pacientes em ambientes hospitalares.
Espaço para troca de conhecimento
Além das atividades desenvolvidas ao longo do ano, eventos acadêmicos como congressos e simpósios também são considerados ações de extensão universitária.
Esses encontros permitem a divulgação de experiências, a troca de conhecimento entre instituições e a construção de soluções coletivas para desafios da área da saúde.
De acordo com a organização, o EXTENSAÚDE surge com o objetivo de reunir experiências, compartilhar conhecimento e fortalecer a formação de profissionais comprometidos com as necessidades da sociedade.