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Força, coragem e recomeços: três mulheres que inspiram

Autor: LEONARDO GARCIA
07/03/2026 às 18:03
Artigos

Três trajetórias marcadas por coragem, vocação e superação mostram como mulheres transformam desafios da vida em força para servir a sociedade.


No Dia Internacional da Mulher, histórias como as de SD PM Maria Amado, Amalia Paci e Danielle Molnar mostram que coragem, dedicação e empatia são características presentes em mulheres que escolheram servir a sociedade de diferentes formas.

Embora tenham seguido caminhos distintos — na segurança pública, na gestão municipal e no jornalismo — as três compartilham experiências que mostram a força de quem transforma desafios em propósito.

SD PM Maria Amado: um sonho que se transformou em missão

Ser policial militar sempre foi um sonho para Maria Amado. Um sonho que por um tempo ficou adormecido.

Quando seu filho nasceu, as prioridades mudaram e aquele objetivo acabou ficando para trás. Mesmo assim, o desejo de vestir a farda nunca desapareceu.

Com o passar dos anos, Maria decidiu que ainda era tempo de correr atrás do que sempre quis. Começou a estudar, fez cursinho e se preparou para o concurso da Polícia Militar.

O esforço deu resultado.

Hoje, ela fala com orgulho da profissão que escolheu e reforça diariamente o amor que sente pela farda.

"Eu amo ser policial. Amo colocar minha farda todos os dias. Sempre peço a Deus para me usar como instrumento para ajudar o próximo, seja um parceiro de farda ou alguém da sociedade.”

Para ela, ser policial vai muito além de uma profissão. É uma missão de vida.


Amalia Paci: superação, serviço público e amor pelos animais

A trajetória de Amalia Paci também tem raízes na segurança pública. Em 2004, ela ingressou na Polícia Militar como policial temporária, experiência que marcou profundamente sua visão sobre servir à sociedade.

Ao longo da vida, Amalia enfrentou momentos difíceis que exigiram força e resiliência. Durante um período importante de sua trajetória, enquanto se preparava para uma prova decisiva, ela enfrentou a dor da perda de sua mãe.

Mesmo vivendo o luto, encontrou forças para seguir em frente.

A dor poderia ter interrompido seus planos, mas acabou se transformando em motivação para continuar lutando pelos seus objetivos.

Entre os episódios mais marcantes de sua trajetória está uma ocorrência em um hipermercado de São José do Rio Preto.

Na ocasião, criminosos realizaram um assalto e houve uma intensa troca de tiros dentro do estabelecimento. Dois assaltantes morreram durante a ação policial e um terceiro foi preso.

O suspeito tentou se misturar entre os reféns para evitar ser identificado.

Em meio ao desespero das pessoas que estavam no local, um dos reféns conseguiu apontar quem era o criminoso. Ao perceber que havia sido descoberto, ele jogou a arma no lixo e acabou se rendendo.

Além da ação policial, os agentes também precisaram acalmar as pessoas que estavam dentro do mercado, muitas delas em estado de choque.

O episódio ficou marcado como um dos momentos mais tensos de sua trajetória.

Anos depois, Amalia seguiu no serviço público.

Em 1º de janeiro de 2025, assumiu a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto. Poucos meses depois, em 13 de maio de 2025, passou a comandar a Secretaria de Bem-Estar Animal, onde passou a dedicar ainda mais seu trabalho à proteção e cuidado com os animais.

Danielle Molnar: o reencontro com o jornalismo

A história da jornalista Danielle Molnar é marcada por recomeços.

Nascida em São Paulo, ela se mudou para São José do Rio Preto aos 13 anos. Hoje, aos 44 anos, é casada há 18 anos e mãe de Lara, de 15 anos, a quem define como "seu grande amor e seu oxigênio”.

Sua relação com o jornalismo começou cedo. Entre 1999 e 2002, cursou faculdade na Unorp e iniciou as primeiras experiências profissionais em rádio e televisão.

Trabalhou como repórter policial na Rádio Centro América e também na Rádio Independência, período em que descobriu sua paixão pelo jornalismo policial.

Em 2004, ingressou na Polícia Militar como policial temporária, atuando por dois anos no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar).

Durante esse período, passou 11 meses em Araçatuba, morando dentro do batalhão, e depois retornou para Rio Preto.

Foi nessa fase que conheceu o marido, que na época era cabo da Polícia Militar na Força Tática.

Em 2007, eles se casaram.

A vida seguiu novos caminhos profissionais. Daniele acabou se afastando do jornalismo e passou a trabalhar em uma empresa de mapeamento de cidades, com tecnologia semelhante ao que hoje vemos no Google Earth.

Em 2011, nasceu sua filha Lara. A maternidade mudou completamente suas prioridades.

Ela decidiu parar por um ano para se dedicar integralmente à filha e depois passou a trabalhar de casa editando vídeos de festas infantis.

Esse trabalho seguiu até 2020, quando a pandemia praticamente interrompeu suas atividades.

Em 2021, um dos períodos mais difíceis de sua vida aconteceu. Ela descobriu uma nova gravidez, enquanto seu pai sofria um AVC que o deixou sem mobilidade.

Pouco tempo depois, com 10 semanas de gestação, ela perdeu o bebê.

Foram 28 dias vivendo um aborto retido, três internações e uma experiência extremamente dolorosa.

Foi também nesse período que passou a cuidar do pai acamado.

O esporte acabou se tornando uma forma de terapia. Nas quadras de vôlei de areia, um encontro mudaria novamente sua história.

Em fevereiro de 2023, durante uma conversa com um jornalista amigo, comentou que sentia vontade de voltar ao jornalismo.

No dia seguinte recebeu uma ligação: o Jornal DHoje estava procurando alguém para cobrir a área policial.

Naquele momento, parecia um reencontro com algo que sempre fez parte de sua vida.

No mesmo mês, Daniele voltou ao jornalismo como repórter policial.

Hoje, sua rotina é intensa. Ela divide o tempo entre as delegacias, a criação da filha adolescente e os cuidados com os pais — ambos com 83 anos. O pai segue com limitações físicas e a mãe enfrenta Alzheimer em estágio avançado.

Mesmo diante de tantos desafios, ela enxerga um novo sentido em sua trajetória.

"O aborto que vivi em 2021 foi um divisor de águas. Apesar de toda a dor, sinto que aquele bebê veio para me mostrar que eu precisava voltar para o mundo e retomar o caminho que sempre foi meu: o jornalismo.”

Histórias que inspiram

Três histórias diferentes, três trajetórias marcadas por desafios e superação.

Mas algo une Maria Amado, Amalia Paci e Danielle Molnar: a coragem de recomeçar e o compromisso de servir à sociedade.

Seja na segurança pública, na gestão municipal ou no jornalismo policial, elas representam tantas outras mulheres que todos os dias transformam dedicação em serviço e desafios em força.

Mulheres que inspiram.
Mulheres que protegem.
Mulheres que transformam.







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