Ao todo, são 283 mulheres entre docentes, funcionárias administrativas e profissionais terceirizadas, responsáveis por atividades essenciais que sustentam o funcionamento da instituição. Entre os 246 docentes, 126 são mulheres. Já entre os 189 funcionários administrativos, 132 são mulheres. Outras 25 colaboradoras terceirizadas atuam em áreas de apoio, como limpeza e vigilância.
A presença feminina expressiva reflete uma trajetória construída ao longo de décadas. Muitas dessas profissionais estão na instituição há mais de 30 anos e acompanharam de perto a consolidação da FAMERP como uma das principais instituições de ensino e pesquisa em saúde do país.
Para o diretor-geral da faculdade, Prof. Dr. Helencar Ignácio, essa presença é parte essencial da identidade institucional.
"A FAMERP é construída diariamente por mulheres que pesquisam, ensinam, cuidam e lideram. São professoras, pesquisadoras, gestoras e profissionais que contribuem diretamente para a ciência, para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a formação de médicos e profissionais da saúde que atendem a população brasileira”, afirmou.
Na instituição, essas mulheres ocupam posições de destaque acadêmico e científico, entre elas pesquisadoras reconhecidas nacional e internacionalmente, professoras doutoras, livre-docentes e líderes de projetos científicos que contribuem para o avanço do conhecimento e da assistência em saúde. Mas a presença feminina também se revela nos bastidores da vida universitária, nos setores administrativos que garantem o funcionamento cotidiano da faculdade.
Trajetórias que se confundem com a história da instituição
Muitas dessas profissionais estão na instituição há mais de três décadas e acompanharam de perto a consolidação da FAMERP como referência em ensino, pesquisa e assistência em saúde.
Para a professora doutora Beatriz Barco, diretora-adjunta de Extensão, a presença feminina pode ser percebida em todos os espaços da instituição.
"Na FAMERP, basta abrir uma porta para encontrar a força das mulheres”, afirma. Enfermeira de formação, ela está na instituição há 35 anos.
A professora doutora Cristina Miyazaki, diretora-adjunta de Alunos, também representa uma dessas trajetórias que se confundem com a própria história da faculdade.
"Eu cresci junto com esta instituição”, destaca a psicóloga, que chegou à FAMERP há 45 anos.
Já a professora doutora Érika Cristina Pavarino, diretora-adjunta de Pesquisa, afirma que a presença feminina na ciência ainda exige superação e perseverança.
"Para as mulheres, ocupar espaços na ciência e na liderança ainda é um grande desafio”, observa a bióloga, que está na instituição há 27 anos.
Mulheres também são maioria entre candidatos ao vestibular
A presença feminina na FAMERP também se reflete na procura pelos cursos da instituição. No Vestibular FAMERP 2026, as mulheres foram maioria entre os candidatos.
Dos 13.584 inscritos para Medicina, 9.448 são mulheres e 4.136 homens. No curso de Enfermagem, dos 293 inscritos, 249 são mulheres e 44 homens. Já em Psicologia, dos 714 candidatos, 597 são mulheres e 117 homens.
Os números indicam uma tendência observada em todo o país, com o crescimento da presença feminina nas carreiras da área da saúde e da ciência. Hoje, essa presença se manifesta em diferentes níveis da formação acadêmica da FAMERP, seja na graduação ou nos programas de residência médica, residência multiprofissional, aperfeiçoamento, mestrado e doutorado.
Campanha e reconhecimento institucional
Ao longo desta semana, a FAMERP realizou uma série de ações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, incluindo a publicação de depoimentos de docentes e pesquisadoras nas redes sociais da instituição.
A programação inclui também um café da manhã realizado nesta sexta-feira (6), reunindo professoras, colaboradoras e profissionais de diferentes setores da faculdade em um momento de integração e reconhecimento.