O pedido prevê a investigação da autoria, da veracidade e das possíveis repercussões institucionais de postagens publicadas no dia 1º de fevereiro de 2026 em duas páginas do Instagram. As publicações, sem identificar nominalmente o envolvido, afirmam que um vereador estaria utilizando dependências do gabinete para encontros de natureza íntima.
No requerimento, Tedeschi destaca que as postagens tiveram ampla repercussão, ultrapassando 185 mil visualizações, o que, segundo ele, pode gerar impacto direto na credibilidade do Poder Legislativo municipal. O parlamentar argumenta que o conteúdo divulgado pode configurar tanto eventual violação ao decoro parlamentar e uso indevido de espaço público quanto prática de difamação, caso as acusações não sejam comprovadas.
"O Legislativo é uma instituição essencial à democracia local e deve zelar permanentemente pela moralidade administrativa, pela ética pública e pela credibilidade perante a população”, afirma o vereador no documento.
Tedeschi também ressalta que uma das páginas responsáveis pelas publicações informa possuir registro profissional (MTB), o que, segundo ele, impõe maior responsabilidade quanto à apuração e à veracidade das informações divulgadas.
O requerimento ainda será analisado pelo plenário da Câmara. A eventual instalação da CPI depende do apoio do número mínimo de vereadores previsto no regimento interno.