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Crianças passam mais tempo em piscinas durante o verão, período em que aumentam os casos de otite, especialmente da otite externa, segundo especialistas.
Autor: Por redação
Crianças passam mais tempo em piscinas durante o verão, período em que aumentam os casos de otite, especialmente da otite externa, segundo especialistas.

Verão é temporada de otite: saiba como proteger seu filho

Autor: LEONARDO GARCIA
26/01/2026 às 13:03
Saúde

Calor, umidade e piscina aumentam os casos de infecção no ouvido entre crianças, alertam especialistas da clínica Otorrino Rio Preto


O verão e as altas temperaturas levam milhares de crianças a passarem mais tempo em piscinas, clubes e praias. Embora o período seja associado ao lazer, ele também marca um aumento significativo nos casos de otite, especialmente da otite externa, conhecida como otite de piscina ou otite do nadador. O problema é comum na infância e exige atenção redobrada dos pais para evitar complicações.

A maior incidência da doença nesta época do ano está relacionada ao contato frequente com a água, à umidade persistente no ouvido e ao calor, fatores que favorecem a proliferação de bactérias no canal auditivo. "A otite externa é uma infecção da pele do canal do ouvido, geralmente provocada pela exposição prolongada à água do mar ou da piscina. Pequenos traumatismos causados pelo uso inadequado de cotonetes também aumentam o risco”, explica o otorrinolaringologista Maury de Oliveira Faria Jr., da clínica Otorrino Rio Preto.

A condição é ainda mais comum em crianças que praticam natação ou frequentam piscinas com regularidade. Estudos apontam que bebês e crianças nadadoras apresentam incidência até duas vezes maior de otite, tanto externa quanto média. "Além da água, piscinas sem tratamento adequado podem concentrar microrganismos prejudiciais à saúde. Por isso, a qualidade da água deve ser observada com atenção”, alerta Rubens Huber, otorrinolaringologista da clínica.

Os sintomas da otite externa costumam surgir de forma rápida e causam bastante desconforto. Dor no ouvido, vermelhidão, inchaço do canal auditivo e sensibilidade ao toque estão entre os sinais mais comuns. Em casos mais avançados, podem surgir febre e saída de secreção. "Quando há dor persistente, febre ou saída de pus, é fundamental procurar atendimento médico. A automedicação pode agravar o problema”, reforça Faria Jr.

Os especialistas também chamam a atenção para a diferença entre otite externa e otite média. Enquanto a otite externa afeta o canal auditivo e é mais frequente no verão, a otite média ocorre atrás do tímpano e costuma estar associada a gripes, resfriados e infecções respiratórias, sendo mais comum nos meses frios. Em crianças, o risco é maior devido às características anatômicas do ouvido e ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

A prevenção da otite de piscina envolve cuidados simples, como secar bem os ouvidos após banho, piscina ou mar, inclinar a cabeça para facilitar a saída da água e evitar o uso de cotonetes dentro do ouvido. Para crianças que nadam com frequência, o uso de protetores auriculares pode ser recomendado, além da atenção à procedência e ao tratamento da água das piscinas.

O tratamento da otite varia conforme o tipo e a gravidade da infecção. Na maioria dos casos de otite externa, são indicados analgésicos para controle da dor e antibióticos tópicos em forma de gotas. Em quadros mais graves, pode ser necessário o uso de antibióticos por via oral. "Cada caso precisa ser avaliado individualmente. Nunca se deve pingar substâncias caseiras no ouvido ou reutilizar medicamentos de episódios anteriores”, alerta Rubens Huber.

Quando os episódios se tornam frequentes — mais de três em seis meses ou quatro em um ano —, o quadro é classificado como otite de repetição e exige acompanhamento especializado. Nesses casos, pode ser necessária a investigação de fatores associados, como aumento da adenoide, alergias ou infecções respiratórias recorrentes. "Otites repetidas podem levar a complicações importantes, como perda auditiva e perfuração do tímpano, por isso o acompanhamento com o otorrinolaringologista é essencial”, finaliza Faria Jr.







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