O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) iniciou na manhã deste sábado, 19 de janeiro, uma caminhada com mais de 200 quilômetros de extensão, partindo do município de Paracatu, em Minas Gerais, com destino a Brasília (DF). A mobilização foi batizada de "Caminhada pela Liberdade” e conta com a participação de apoiadores ao longo do trajeto.
A saída ocorreu por volta das 11h40. Segundo o parlamentar, a previsão de chegada à capital federal é no domingo, dia 25 de janeiro. De acordo com Nikolas, a cada 10 quilômetros percorridos ele pretende relembrar casos que, em sua avaliação, representam abusos e injustiças no país.
No primeiro trecho da caminhada, o deputado citou o caso de Clézao, que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda, mesmo após pedido de soltura da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em sua declaração, Nikolas afirmou que o Supremo Tribunal Federal tratou o episódio "como mais uma estatística”, alegando ausência de provas de crime e ressaltando que, caso houvesse condenação, a pena máxima seria de até três anos por dano ao patrimônio público, e não "pena de morte”. O parlamentar concluiu dizendo que, em sua visão, houve perseguição política.
Diversos apoiadores acompanharam os primeiros 10 quilômetros da caminhada, incluindo famílias e crianças, que aproveitaram o momento para registrar fotos e vídeos.
No quilômetro 20, Nikolas mencionou o caso de Filipe G. Martins, ex-assessor especial da Presidência da República. Segundo o deputado, a prisão teria ocorrido de forma injusta, relacionada a uma viagem que, de acordo com ele, nunca foi realizada. Nikolas também afirmou que Martins teria retornado à prisão após acessar o perfil de uma pessoa no LinkedIn, fato que posteriormente teria sido confirmado como inexistente.
Durante o percurso, juntaram-se à caminhada os deputados federais André Fernandes (PL), Gustavo Gayer (PL-GO) e Sargento Gonçalves (PL-RN), que passaram a acompanhar Nikolas Ferreira na mobilização.
Ao completar 30 quilômetros, o parlamentar citou o caso de Débora Rodrigues, condenada a 17 anos de prisão após escrever, com batom, a frase "perdeu, mané” em uma estátua. Nikolas afirmou que a pena seria desproporcional e que, em sua avaliação, nem mesmo criminosos comuns recebem condenações semelhantes, classificando o caso como um ato de vingança política.
A caminhada segue pelos próximos dias, com previsão de novos pronunciamentos e adesão de apoiadores ao longo do trajeto até a chegada a Brasília.