O acordo prevê a substituição gradativa de árvores cujas copas interferem na rede de distribuição de energia, oferecendo risco de quedas, interrupções no fornecimento e acidentes. Para isso, foi realizado um mapeamento técnico prévio, que avaliou o conflito da vegetação com a rede elétrica, o potencial de danos e a necessidade de replantio com espécies compatíveis ao ambiente urbano.
A equipe técnica do setor de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo é responsável por avaliar cada solicitação de substituição. Quando constatada a necessidade, é emitido laudo autorizando a ação. Para cada árvore suprimida, a CPFL repassa cinco mudas de espécies adequadas, que serão replantadas no mesmo local ou em áreas próximas, quando não houver espaço disponível.
Foco em espécies nativas e combate às invasoras
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo aproveitou a parceria para intensificar a substituição de árvores com foco no plantio de espécies nativas brasileiras, pertencentes aos biomas originais da região, como Mata Atlântica e Cerrado.
Além disso, a iniciativa contribui para o combate à leucena, espécie considerada invasora, por meio da substituição gradual dessas árvores e do lançamento de uma cartilha educativa voltada à conscientização da população sobre a importância do plantio adequado.
Primeira etapa prevê substituição de 300 árvores
A primeira etapa do programa prevê a substituição de 300 árvores já analisadas e autorizadas, distribuídas em diversas regiões da cidade. Somente nessa fase inicial, a compensação ambiental resultará no plantio de 1.500 novas árvores, respeitando a proporção de cinco mudas para cada árvore retirada.
Os trabalhos tiveram início na última quarta-feira (14), com o corte de árvores em conflito com a rede elétrica, especialmente leucenas, na Avenida Nelson da Veiga, no entorno do Zoobotânico Municipal. Além da equipe do programa Arborização + Segura, o local recebeu apoio de uma equipe de limpeza contratada pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo.
Não há um número máximo de árvores definido para substituição. As ações atendem à demanda, conforme a identificação de exemplares em risco, sempre mediante avaliação técnica e autorização da Prefeitura.
A CPFL realiza a substituição apenas de espécies que apresentam perfil crítico de risco ou que estejam em desacordo com a infraestrutura urbana. A concessionária também reforça o alerta para que a população evite o plantio de árvores de grande porte em vias públicas, especialmente próximas à rede elétrica.
"Esse projeto é bastante positivo para ambas as partes, Prefeitura e CPFL, pois reduz os riscos de quedas de árvores e acidentes com a fiação elétrica, beneficiando diretamente a população. Em Rio Preto, acrescentamos como premissa o combate à leucena, ao mesmo tempo em que priorizamos espécies nativas compatíveis com o nosso bioma”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, coronel Paulo Pagotto Júnior.
Espécies utilizadas no replantio
As mudas fornecidas pela CPFL são de espécies adequadas à convivência com a rede elétrica. Entre elas estão: araçá, aroeira-salsa, chal-chal, ipê-branco, ipê-amarelo, pitangueira, quaresmeira, cambuí, chá-de-bugre, goiabeira, guabiroba, guabiju, manacá-da-serra, extremosa, escova-de-garrafa, cereja-do-rio-grande e caroba.
Em áreas afastadas da rede elétrica, são implantados espaços de recomposição florestal com espécies de maior porte, como cássia-do-nordeste, açoita-cavalo, amendoim-bravo, angico, cabreúva, canafístula e ipês, entre outras.
Critérios técnicos e segurança
Todas as intervenções seguem critérios técnicos e normas da ABNT, incluindo a NBR 16246-1 e a NBR 15688:2012, que definem os espaçamentos mínimos entre a vegetação e a rede elétrica. As equipes envolvidas são treinadas, utilizam equipamentos adequados e atuam com as devidas licenças ambientais.
Segundo o gerente de Meio Ambiente da CPFL, Robson Tanaka, a parceria com os municípios é fundamental para garantir mais segurança à população, maior confiabilidade ao sistema elétrico e a revitalização gradual da arborização urbana.
Além da redução de riscos à rede elétrica, o programa traz benefícios ambientais, como sombreamento, diminuição da temperatura urbana, melhora da qualidade do ar e redução da poluição visual.
Orientações à população
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo reforça que a poda drástica ou o corte de árvores sem autorização configuram crime ambiental, sujeitos a multas e demais penalidades previstas em lei.
A autorização para poda ou supressão pode ser solicitada pelo proprietário do imóvel ou pelo locatário, mediante anuência do proprietário, por meio do site oficial da Prefeitura ou presencialmente no Poupatempo e no Ganha Tempo Cidadão.
Também é possível retirar gratuitamente até duas mudas por imóvel, por mês, no Viveiro Municipal, mediante apresentação de documento pessoal e comprovante de residência