A região de São José do Rio Preto inicia um novo ciclo de mobilização contra a dengue com uma iniciativa de alcance regional liderada pela Unimed Rio Preto, que reúne instituições de saúde, ensino e parceiros em um esforço conjunto de prevenção. Dentro dessa articulação, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) assume o papel de parceira técnica e científica, colocando seu conhecimento acumulado em saúde pública a serviço da população.
"A Famerp transforma pesquisa em ação concreta contra a dengue”, afirma o diretor-geral da instituição, professor doutor Helencar Ignácio.
Instituição pública de ensino superior vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, a Famerp possui trajetória consolidada na formação de profissionais, na pesquisa científica e na atuação direta no Sistema Único de Saúde (SUS). Seu histórico na área de virologia e doenças infecciosas a credencia como referência nacional, com pesquisas que impactam diretamente a saúde da população brasileira.
"Ciência salva vidas quando sai do laboratório e chega à comunidade”, destaca o diretor-geral, ao reforçar o papel da academia na proteção da saúde coletiva.
Educação em saúde e prevenção
Na campanha "Guerra Contra a Dengue”, a atuação da Famerp está centrada em educação em saúde, prevenção e orientação qualificada, sempre com base em evidências científicas. As ações são desenvolvidas por meio de projetos de extensão dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, aproximando a instituição da comunidade e fortalecendo a informação correta como ferramenta essencial no enfrentamento da doença.
"A dengue se combate com política pública, não só com remédio”, ressalta Helencar Ignácio.
A participação da Famerp ocorre de forma integrada à mobilização coordenada pela Unimed Rio Preto, com definição conjunta de locais, formatos e cronogramas das atividades, respeitando as exigências legais e administrativas.
Responsabilidade institucional
Como instituição pública, a Famerp realiza ações externas somente mediante autorização e alvará do poder público municipal, conforme determina a legislação. O cuidado garante segurança jurídica, planejamento e alinhamento às políticas públicas de saúde, evitando ações improvisadas e fortalecendo a prevenção antes dos períodos críticos de transmissão.
"Prevenir dengue custa menos do que tratar epidemias”, observa o diretor-geral, ao reforçar a necessidade de ações antecipadas para evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
Impacto social e coletivo
Além do impacto assistencial, a dengue afeta o funcionamento das cidades como um todo, com afastamento de trabalhadores, prejuízos à rotina das famílias e reflexos em instituições educacionais. O enfrentamento da doença, portanto, extrapola o campo médico e se torna também uma questão social e econômica.
Nesse contexto, a campanha reforça um princípio central: o combate à dengue é coletivo. A iniciativa privada mobiliza, a ciência pública qualifica e a população precisa participar ativamente.
"A dengue é uma guerra coletiva — e a Famerp está na linha de frente. A casa de cada cidadão é a primeira trincheira contra a doença”, afirma Helencar Ignácio.
Ao integrar ciência, educação e responsabilidade institucional, a Famerp contribui para que a mobilização liderada pela Unimed Rio Preto alcance efetividade real no território. "Sem ciência e SUS fortes, não há combate real à dengue”, conclui o diretor-geral.