Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.



Brasil ocupa a segunda posição mundial em novos casos da doença; Secretaria de Saúde intensifica ações informativas e de diagnóstico precoce.
Autor: COMUNICAÇÃO SOCIAL/PREFEITURA SJRP
Brasil ocupa a segunda posição mundial em novos casos da doença; Secretaria de Saúde intensifica ações informativas e de diagnóstico precoce.

Janeiro Roxo reforça combate à hanseníase e conscientização contra o preconceito em Rio Preto

Autor: LEONARDO GARCIA
15/01/2026 às 15:13
Saúde

Brasil ocupa a segunda posição mundial em novos casos da doença; Secretaria de Saúde intensifica ações informativas e de diagnóstico precoce.


A hanseníase, uma doença milenar cercada por estigmas e desinformação, segue como um desafio relevante para a saúde pública. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de novos casos, cenário que reforça a importância da campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização, ao diagnóstico precoce e ao enfrentamento do preconceito.

Em São José do Rio Preto, a Secretaria Municipal de Saúde intensifica, ao longo do mês, ações informativas e de orientação à população. O objetivo é ampliar o acesso à informação e desmontar mitos que ainda afastam pessoas do diagnóstico e do tratamento.

Doença tem cura e tratamento gratuito

Segundo a psicóloga Renata Barbosa, do Ambulatório de Tuberculose e Hanseníase do Complexo de Doenças Crônicas Transmissíveis, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, historicamente associada ao termo "lepra”, o que contribui para o estigma social.

"Esse nome já provoca preconceito, e para nós isso é um problema a ser superado. Trata-se de uma doença de transmissão respiratória, que ocorre em situações de contato íntimo e prolongado, geralmente no ambiente domiciliar”, explica. Os sintomas podem surgir após cerca de cinco anos desse convívio contínuo.

A profissional destaca que a doença pode atingir nervos, pele, mucosas e outros tecidos do corpo, e que o diagnóstico precoce é essencial para evitar sequelas.

Sinais sutis exigem atenção

Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele com alteração de sensibilidade ao calor, frio ou dor, além de formigamentos, fisgadas, dores, perda de pelos nas áreas afetadas e coriza constante.

"A pessoa pode se queimar e não perceber. Ao identificar qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um serviço de saúde para avaliação”, orienta Renata Barbosa.

O diagnóstico é clínico, realizado por profissionais capacitados da rede pública. "Não existe um exame específico. O médico avalia espessamento de nervos, presença de manchas e outros sinais. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é iniciado imediatamente pelo SUS”, afirma. A hanseníase tem cura e o tratamento é totalmente gratuito.

Estigma social ainda é um desafio

Além do acompanhamento médico, o enfrentamento do preconceito é parte fundamental do cuidado. "A hanseníase não é transmitida por toque, beijo, uso do mesmo copo ou convívio social. Não é pela pele que se pega a doença”, reforça a psicóloga.

Ela também destaca o impacto emocional do estigma. "Muitas vezes, além da doença, a pessoa enfrenta rejeição. Por isso, o apoio familiar e social é fundamental, especialmente porque o tratamento é prolongado.”

Ações do Janeiro Roxo

Durante o Janeiro Roxo, todas as unidades de Atenção Primária e serviços especializados do município vão promover ações educativas, com foco no diagnóstico precoce. Também será aplicado um inquérito de suspeição, estratégia que amplia a busca ativa por possíveis casos.


Sinais e sintomas
Manchas (brancas, avermelhadas ou marrons) com alteração de sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque;
Espessamento de nervos periféricos, causando alterações motoras ou perda de autonomia;
Áreas com redução de pelos e suor;
Formigamento, fisgadas e diminuição da força muscular, principalmente nas extremidades;
Nódulos dolorosos, em casos mais graves.

Tratamento
Diagnóstico clínico, com exames dermatológicos e neurológicos complementares;
Tratamento completo e gratuito pelo SUS;
Combinação de medicamentos de uso domiciliar e doses supervisionadas;
Duração de seis meses a um ano;
Acompanhamento das pessoas que convivem de forma próxima com o paciente.

É falso
A hanseníase se pega por abraço, uso de talheres ou roupas;
A doença é hereditária;
Há cura com tratamentos caseiros;
Pessoas com hanseníase devem ser afastadas do convívio social;
Não é possível ter vida normal com hanseníase.

É verdadeiro
A doença é transmitida de pessoa para pessoa;
A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado;
A hanseníase tem tratamento e cura;
O tratamento é gratuito e oferecido pelo SUS;
Só transmite quem não está em tratamento ou o faz de forma irregular;
A hanseníase atinge a pele e os nervos periféricos.







Anunciar no Portal DLNews

Seu contato é muito importante para nós! Assim que recebemos seus dados cadastrais entraremos em contato o mais rápido possível!