Em entrevista à reportagem da DLNEWS, a delegada responsável pelo caso, Dra. Daiana, informou que o adolescente era portador de paralisia cerebral, era acamado e fazia uso de traqueostomia. Ele recebia cuidados contínuos por meio de home care, com o auxílio de uma equipe de enfermeiros, além da própria mãe, que também é enfermeira.
Segundo a delegada, durante o atendimento da ocorrência foram encontradas embalagens de bebidas alcoólicas no local. Questionada sobre a existência de registros anteriores envolvendo a mãe no Conselho Tutelar ou em ocorrências policiais, a autoridade informou que, até o momento, não há confirmação de passagens anteriores, informação que ainda está sendo levantada durante a investigação.
A perícia técnica esteve no local e, de acordo com os primeiros levantamentos, não foram identificados sinais aparentes de maus-tratos. Conforme a Polícia Civil, o adolescente apresentava indícios de que estava bem cuidado, e a morte teria relação com um procedimento envolvendo a traqueostomia, hipótese que será melhor esclarecida após a conclusão dos laudos periciais.
Sobre a possibilidade de a mãe ter sofrido um surto psicótico, a delegada afirmou que não houve relato desse tipo por parte da equipe que atendeu a ocorrência. No entanto, populares relataram à polícia que a mulher apresentava sinais de embriaguez, informação que também será apurada.
A mãe chegou a ser conduzida pelas autoridades, mas foi liberada, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação pela Polícia Civil.