Nascido em São José do Rio Preto, Marcos Centola destacou-se internacionalmente na engenharia de dispositivos médicos, contribuindo para tecnologias utilizadas em todo o mundo. Atuou em centros de inovação nos Estados Unidos e na Alemanha, tornando-se referência global na área.
Segundo o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a doação é um gesto de amizade, respeito e reconhecimento profissional: "Com a morte do engenheiro Marcos Centola, seus amigos criaram um fundo destinado à formação científica. Escolheram investir esse recurso na FAMERP porque é uma instituição pública de excelência, localizada na cidade natal do Marcos Centola.”
A iniciativa foi liderada por Thomas Bogenschüetz, presidente da Medical Valley in Hechingen, na Alemanha, que reúne mais de 70 empresas de tecnologia médica. Segundo Bogenschüetz, "a criação do Fundo Marcos Centola destaca o reconhecimento internacional à trajetória profissional do nosso amigo, que foi referência global em dispositivos médicos cardiovasculares”.
Durante a cerimônia de entrega simbólica do cheque, estiveram presentes familiares de Marcos Centola — incluindo a viúva Ana Maria Centola —, dirigentes e docentes da FAMERP, da FAEPE, da FUNFARME, do CIP do Hospital de Base, além de cardiologistas e pesquisadores das instituições.
Objetivo do Fundo Marcos Centola
O fundo financiará a participação de estudantes em congressos internacionais, intercâmbios acadêmicos e projetos de formação científica avançada na área de cardiologia. A iniciativa busca ampliar oportunidades para jovens pesquisadores brasileiros, perpetuando os valores de criatividade, ética e inovação que marcaram a carreira de Centola.
Quem foi Marcos Centola
Marcos Pereira Centola nasceu em São José do Rio Preto, em 1953. Formado pela Universidade Mackenzie, destacou-se na engenharia de dispositivos médicos, especialmente em programas endovasculares, e acumulou mais de dez patentes. Trabalhou em empresas como Braile, JOTEC, MEDIRA, QATNA e NVT, desenvolvendo tecnologias que salvaram vidas globalmente.
Após se aposentar, retornou ao Brasil e continuou atuando como consultor até seu falecimento, em novembro de 2024. A criação do Fundo Marcos Centola, agora na FAMERP, homenageia sua trajetória de impacto humano, científico e internacional, inspirando novas gerações de estudantes.