A Polícia Federal cumpriu na manhã deste sábado um mandado de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida foi solicitada pela própria PF como ação cautelar.
Bolsonaro foi detido por volta das 6h. O comboio chegou à sede da Polícia Federal aproximadamente às 6h35, onde o ex-presidente foi conduzido a uma sala de Estado, espaço reservado a autoridades de alta hierarquia.
Segundo a PF, a prisão foi solicitada após o monitoramento identificar tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e riscos à ordem pública. A corporação também destacou que um ato convocado pelo senador Flávio Bolsonaro na porta da casa do pai poderia facilitar movimentações que comprometeriam o cumprimento das medidas judiciais.
Repercussão em Rio Preto
A decisão provocou reações de políticos de São José do Rio Preto.
Prefeito Fábio Cândido (PL)
O prefeito publicou uma mensagem afirmando que nunca presenciou situação semelhante:
"Como policial e professor de direito criminal por décadas, nunca havia visto alguém ser preso após um pedido de orações. Não há qualquer fundamento para essa prisão. Resumo em uma palavra: injustiça, feita com o maior líder político do Brasil.”
Vereador Felipe Alcalá (PL)
"Uma grande injustiça. Quem tem medo de vigília e oração são as forças ocultas das trevas. É uma catástrofe jurídica. O presidente não tem crime algum: nada de corrupção, nada de lavagem de dinheiro.”
Vereador João Paulo Rillo (PT)
Para o parlamentar, a decisão foi correta:
"A prisão de Bolsonaro foi um acerto de Alexandre de Moraes, que decretou a preventiva depois de a Polícia Federal pedir a medida ao detectar tentativa de violação da tornozeleira. Ontem mesmo, seu filho Flávio Bolsonaro convocou um grande ato em frente à casa dele para criar um ambiente que facilitasse uma tentativa de fuga para uma embaixada. Foi mais uma vez um desafio à Justiça. A prisão preventiva é correta porque se aproximava a prisão definitiva por tentativa de golpe.”