Um casal de São José do Rio Preto acusa o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de negligência médica e desrespeito após a morte do bebê de sete meses de gestação. Segundo relato do pai, a criança nasceu sem vida, apesar de a mãe ter relatado dias antes que não sentia mais os movimentos do filho. Além disso, os pais afirmam que não conseguiram ter acesso ao corpo para se despedir.
O pai contou que, na segunda-feira anterior ao parto, sua esposa passou por um ecocardiograma fetal. Na ocasião, ela relatou que o bebê não se mexia desde o domingo, mas a médica responsável não solicitou novos exames. "A cardiologista disse que parecia ter uma cardiopatia, mas não tinha certeza. Minha esposa insistiu que ele não estava se mexendo, mesmo assim liberaram para ir para casa”, afirmou.
Na quarta-feira, às 6h da manhã, o casal voltou ao hospital em caráter de emergência. Um ultrassom constatou que o bebê já estava morto no útero. Pouco depois, foi realizado o parto, mas a família diz ter enfrentado uma nova dor: não poder ver o corpo da criança.
"Minha esposa não conseguiu ver o bebê direito, só o rostinho e o peito, porque a enfermeira deixou enrolado em uma manta e depois saiu correndo com ele. Eu vi, mas ela não conseguiu. Eles deveriam deixar sim ela ver. Porque, se não conseguirmos, infelizmente ela nunca mais vai ver ele — só no enterro, e apenas o rostinho”, desabafou o pai.
Ele também reclama de pressão para assinar documentos: "Quase me obrigaram a assinar uma autorização para autópsia que nem eu nem minha esposa pedimos.”
O pai afirma que pretende processar a equipe médica. "Vou entrar com processo contra quem fez o eco na segunda-feira. Houve negligência, minha esposa pediu mais exames, falou que o bebê não estava se mexendo e mesmo assim mandaram embora. Ele claramente não estava bem.”
Em nota a imprensa O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto disse ’’ o hospital é um hospital de excelência que cumpre todos os protocolos e trâmites em conformidade com as normas médicas e hospitalares estabelecidas pelas autoridades de saúde. O hospital ressalta ainda que é direito do acompanhante a permanência no Pré, Intra e Pós-Parto. O HCM não comenta casos específicos.