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CEI das terceirizadas ouve secretária de Educação e CEO da Produserv; duas empresas não comparecem em Rio Preto

Autor: LEONARDO GARCIA
29/08/2025 às 13:33
Política

Comissão investiga contratos da Prefeitura; WWS e Grupe GF voltam a faltar e empresário pode ser conduzido coercitivamente


A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura contratos de empresas terceirizadas com a Prefeitura de São José do Rio Preto realizou oitivas na manhã e na tarde desta quinta-feira (28/8). Das quatro audiências marcadas, apenas duas foram realizadas — representantes da WWS e do Grupe GF não compareceram.

Na parte da manhã, a secretária municipal de Educação, Renata Azevedo, foi ouvida sobre os contratos de prestação de serviços em unidades escolares. Ela explicou que a empresa WWS, responsável pela terceirização de auxiliares de limpeza, não vem cumprindo acordos trabalhistas com cerca de 600 funcionários.

Segundo Renata, o contrato segue regras antigas da Lei 8.666, o que abre brechas legais que acabam prejudicando os trabalhadores. A convocação do representante da WWS, Rubens Datti Neto, estava prevista para a sequência, mas ele não compareceu.

Já no período da tarde, foi ouvido o CEO da Produserv, Luiz Carlos Ribeiro, que representou Carlos Gomes Adão, convocado mas ausente. Ribeiro afirmou que a empresa assumiu contrato emergencial para fornecer 670 funcionários terceirizados, mas iniciou com 470, cobrindo todos os postos apenas um mês depois. "Foram problemas pontuais de início de contrato, extremamente difícil”, declarou.

Durante a oitiva, além do presidente da CEI, vereador Fabiano de Jesus (Psol), e do membro da comissão, vereador Pedro Roberto (Republicanos), o coordenador do SETH, Marlon Silva Paranhos, questionou o cumprimento da convenção coletiva. Ribeiro respondeu que os direitos, como vale-refeição, assiduidade e cestas básicas, estão sendo garantidos.

A última convocação do dia seria com Gilmar Ferreira da Silva, representante do Grupe GF, mas ele não compareceu — pela segunda vez. Diante disso, o presidente da comissão afirmou que o empresário será conduzido coercitivamente para depor na Câmara.







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