Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.



Condução coercitiva em Rio Preto: dono da GF falta a depoimento e complica investigação da CEI

Autor: LEONARDO GARCIA
22/08/2025 às 11:09
Política

Empresário Gilmar Ferreira da Silva não apresentou documentos sobre supostos funcionários fantasmas e atrasos salariais; comissão pede busca e apreensão.


A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura irregularidades em contratos de empresas terceirizadas com o município de São José do Rio Preto decidiu nesta quinta-feira (21) pela condução coercitiva do empresário Gilmar Ferreira da Silva, responsável pela empresa GF Prestação de Serviços.

Silva estava convocado para prestar depoimento e apresentar documentos já requisitados anteriormente, mas não compareceu. "Diante disso, decidimos pela condução coercitiva e busca e apreensão dos documentos”, afirmou o presidente da CEI, vereador Fabiano de Jesus (Psol), decisão que teve apoio do vereador Pedro Roberto (Republicanos).

Documentos solicitados

A CEI pediu cópias de:
Autorização dada pela GF para que a Prefeitura efetuasse diretamente o pagamento de salários dos terceirizados;
Pedidos de correção nos valores contratuais e de reequilíbrio financeiro feitos pela empresa;
Auditoria interna da GF que teria identificado um esquema de funcionários fantasmas, com demissão de ao menos 20 trabalhadores.

No primeiro depoimento à comissão, em 15 de julho, Silva alegou dificuldades financeiras para cumprir os pagamentos devido à defasagem contratual, justificou o repasse direto da Prefeitura aos trabalhadores e acusou a existência de contratações fraudulentas dentro da empresa.

Justificativa da ausência

Por meio de ofício encaminhado em 12 de agosto, a GF Serviços alegou já ter prestado esclarecimentos anteriores e informou que aguardaria o depoimento de outros empresários que também mantêm contratos com o município. A empresa afirmou ainda que está à disposição para colaborar, mas destacou preocupações quanto à preservação da imagem e à integridade de seus funcionários.

Próximos passos

O caso será encaminhado à Procuradoria Jurídica da Câmara, já que as CEIs têm os mesmos poderes de uma CPI, inclusive de polícia, podendo requisitar documentos e determinar conduções coercitivas. Além de Gilmar Ferreira, também estavam previstos os depoimentos dos empresários Carlos Gomes Adão e Luiz Carlos Ribeiro (Produserv Serviços Ltda.).

Irregularidades nos contratos

A abertura da CEI das Terceirizadas ocorreu após uma série de problemas envolvendo empresas contratadas pelo município, incluindo:
Atrasos constantes nos salários,
Falta de pagamento de direitos trabalhistas e rescisões,
Greves de trabalhadores de diversas áreas, registradas em junho.

Depoimento do secretário de Administração

Pela manhã, o secretário municipal de Administração, Adilson Vedroni, prestou depoimento à comissão. Ele afirmou que alguns contratos antigos da Prefeitura, como os da GF e da WWS, ainda seguem a antiga Lei nº 8.666 de Licitações, que teria brechas prejudiciais aos trabalhadores.

Segundo ele, os novos contratos feitos com base na Lei nº 14.133/2021 já trazem mais rigor, como:
Obrigação de as empresas fornecerem contas bancárias dos trabalhadores;
Possibilidade de o Executivo municipal realizar o pagamento direto em caso de atrasos.

Vedroni também revelou que a Prefeitura estuda a criação de uma empresa pública para gerir os serviços terceirizados, contratação agora permitida pela nova legislação.







Anunciar no Portal DLNews

Seu contato é muito importante para nós! Assim que recebemos seus dados cadastrais entraremos em contato o mais rápido possível!