Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.



Funcionários terceirizados de Rio Preto denunciam atraso e parcelamento das rescisões

Autor: LEONARDO GARCIA
15/08/2025 às 13:10
Cidades

Trabalhadores dizem que não receberam verbas rescisórias nem documentação para seguro-desemprego; empresa confirma parcelamento e homologação no MPT


Ex-funcionários terceirizados de uma prestadora de serviços em São José do Rio Preto relatam insegurança e dificuldades financeiras após serem informados, por aplicativo de mensagens, que as verbas rescisórias serão pagas de forma parcelada. O anúncio motivou mobilização em grupos de mensagens e pedido de apoio ao Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade (SETH).

 Principais pontos:
Pagamentos rescisórios serão parcelados, segundo a empresa.
Trabalhadores reclamam que não receberam documentação para o seguro-desemprego.
Sindicato diz que ainda não há acordo fechado e que só aceitará parcelamento com homologação judicial e multa por atraso.
Prefeitura aguarda emissão de notas para efetuar pagamento à prestadora.
Câmara Municipal fará oitiva sobre o caso na segunda-feira.

De acordo com áudios compartilhados por ex-colaboradores, muitos afirmam estar desempregados e sem previsão de receber o valor integral ou de dar entrada no seguro-desemprego. Alguns relatam que nem sequer realizaram os exames necessários para o benefício.

"Trabalhamos certo, honestamente, e agora fomos dispensados. A maioria está desempregada e contando com esse dinheiro. Como vamos ficar nessa situação sem acerto e sem seguro-desemprego?”, questionou um trabalhador.

Em comunicado nas redes sociais, a empresa GF Prestação de Serviço Ltda. informou que, após mediação com o sindicato e a Procuradoria do Trabalho, as rescisões serão homologadas no Ministério Público do Trabalho (MPT) e os pagamentos feitos em parcelas, com data e horário a serem informados.

O SETH reforça que ainda não há acordo fechado e que o parcelamento só pode ocorrer com homologação na Justiça do Trabalho. Caso seja esta a proposta, o sindicato exigirá multa por atraso e que os pagamentos ocorram enquanto a empresa mantiver contratos prorrogados com a Secretaria de Educação, para garantir segurança aos trabalhadores.

Segundo o sindicato, a GF possui patrimônio próprio, outros contratos ativos e não enfrenta recuperação judicial, o que, para a entidade, permitiria pagamento integral imediato.

A Câmara Municipal de São José do Rio Preto realizará uma oitiva sobre o caso na segunda-feira (18), segundo o vereador Fabiano da Atem (PSOL). Já a Prefeitura informou que aguarda a emissão de notas fiscais para efetuar pagamento à empresa







Anunciar no Portal DLNews

Seu contato é muito importante para nós! Assim que recebemos seus dados cadastrais entraremos em contato o mais rápido possível!