Uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) paulista, Ministérios Públicos de vários estados e a Polícia Federal investiga um esquema de desvio milionário de recursos destinados à saúde.
Segundo o GAECO, o grupo criminoso beneficiava empresas ligadas a seus integrantes por meio de contratos superfaturados e emissão de notas fiscais falsas. A estrutura contava com um "departamento extraoficial” para administrar uma contabilidade paralela, viabilizar pagamentos ilícitos e intensificar o lobby por novos contratos de gestão e financiamentos públicos.
A Polícia Federal também apura desvios específicos relacionados a verbas públicas de Bebedouro (SP). O modelo de investigação busca não só responsabilizar os envolvidos, mas também recuperar recursos e preservar o atendimento à população.
A Justiça determinou intervenção na entidade investigada, proibindo por 30 dias a rescisão de contratos de gestão para evitar a interrupção dos serviços e prejuízos aos trabalhadores.