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Medicamento inédito reduz em 70% internações por dengue em Mirassolândia

Autor: Equipe Dlnews
09/06/2025 às 13:47
Saúde

Protocolo desenvolvido pelo médico-cientista da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Dr. Renan Marino, e produzido pela Biomagistral Farmacêutica apresenta resultados surpreendentes no interior paulista.


Um marco contra a epidemia

 

Enquanto o Brasil enfrenta uma das maiores crises de dengue de sua história, a pequena Mirassolândia, no interior de São Paulo, tornou-se referência no combate à doença. Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que, após a aplicação de um protocolo inovador, os casos notificados caíram 50%, e as internações hospitalares tiveram redução de 70%.

 

O tratamento foi desenvolvido pelo médico, pesquisador e professor Dr. Renan Marino, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), que possui mais de 25 anos de experiência no estudo da dengue.

 

O cenário da dengue no Brasil

 

O ano de 2024 consolidou a gravidade do problema. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 6,6 milhões de casos prováveis de dengue e mais de 6 mil mortes confirmadas  .

 

Além da tragédia humana, a epidemia gerou impactos significativos na economia. Estudos indicam que os custos diretos e indiretos da doença alcançaram R$ 28 bilhões em 2024, considerando internações, tratamentos e perdas de produtividade . Apenas em hospitalizações, a dengue custou ao sistema de saúde cerca de R$ 1,15 bilhão nos últimos dez anos .

 

O valor de cada internação também preocupa: pacientes com dengue clássica geram gasto médio de R$ 5,6 mil, enquanto casos graves, como dengue hemorrágica, podem ultrapassar R$ 9 mil .

 

Em paralelo, o Ministério da Saúde destinou R$ 2,5 bilhões em 2024 a ações de enfrentamento da doença, incluindo vacinação, insumos, vigilância e apoio a agentes de combate a endemias .

 

Evolução do medicamento

 

O fármaco desenvolvido pelo Dr. Marino foi autorizado pela Anvisa em 2009, após testes clínicos in vivo. Com o passar dos anos e diante das mutações do vírus, a fórmula foi aprimorada, resultando em um protocolo capaz de responder às novas variantes e alcançar os índices inéditos observados em Mirassolândia.

 

              "A introdução desse tratamento trouxe um impacto imediato. Observamos menos pacientes nos postos de saúde e, principalmente, uma queda expressiva nas internações. Isso reduziu despesas do município e também trouxe reflexos positivos para o setor produtivo, com menos afastamentos de trabalhadores”, afirmou a especialista em saúde pública Dra. Myrcia Marconatto.

 

Impacto nacional e expectativa

 

Para o Dr. Renan Marino, os resultados obtidos em Mirassolândia podem representar um divisor de águas no enfrentamento da dengue:

 

              "Se replicarmos esses índices em larga escala, poderemos aliviar a pressão sobre hospitais de todo o Brasil e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A ciência mostra que é possível transformar a realidade da dengue”, destacou o pesquisador.

 

A farmacêutica Karina Botero, responsável técnica pelo projeto, reforçou a dimensão social do avanço:

 

              "Esse resultado significa esperança não apenas para Mirassolândia, mas para todas as comunidades brasileiras que convivem com epidemias recorrentes.”

 

Especialistas ressaltam, contudo, que o tratamento não substitui a prevenção. A eliminação de criadouros, as campanhas educativas e o fortalecimento da atenção básica continuam sendo fundamentais para o controle da dengue no país.

 

O êxito de Mirassolândia mostra que a ciência brasileira pode oferecer soluções de impacto global. Com investimento, políticas públicas e inovação, a luta contra a dengue pode estar diante de uma nova era.










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