Protocolo desenvolvido pelo médico-cientista da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Dr. Renan Marino, e produzido pela Biomagistral Farmacêutica apresenta resultados surpreendentes no interior paulista.
Um marco contra a epidemia
Enquanto o Brasil enfrenta uma das maiores
crises de dengue de sua história, a pequena Mirassolândia, no interior de São
Paulo, tornou-se referência no combate à doença. Dados da Secretaria Municipal
de Saúde indicam que, após a aplicação de um protocolo inovador, os casos
notificados caíram 50%, e as internações hospitalares tiveram redução de 70%.
O tratamento foi desenvolvido pelo médico,
pesquisador e professor Dr. Renan Marino, da Faculdade de Medicina de São José
do Rio Preto (Famerp), que possui mais de 25 anos de experiência no estudo da
dengue.
O cenário da dengue no Brasil
O ano de 2024 consolidou a gravidade do
problema. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 6,6 milhões de casos
prováveis de dengue e mais de 6 mil mortes confirmadas .
Além da tragédia humana, a epidemia gerou
impactos significativos na economia. Estudos indicam que os custos diretos e
indiretos da doença alcançaram R$ 28 bilhões em 2024, considerando internações,
tratamentos e perdas de produtividade . Apenas em hospitalizações, a dengue
custou ao sistema de saúde cerca de R$ 1,15 bilhão nos últimos dez anos .
O valor de cada internação também preocupa:
pacientes com dengue clássica geram gasto médio de R$ 5,6 mil, enquanto casos
graves, como dengue hemorrágica, podem ultrapassar R$ 9 mil .
Em paralelo, o Ministério da Saúde destinou
R$ 2,5 bilhões em 2024 a ações de enfrentamento da doença, incluindo vacinação,
insumos, vigilância e apoio a agentes de combate a endemias .
Evolução do medicamento
O fármaco desenvolvido pelo Dr. Marino foi
autorizado pela Anvisa em 2009, após testes clínicos in vivo. Com o passar dos
anos e diante das mutações do vírus, a fórmula foi aprimorada, resultando em um
protocolo capaz de responder às novas variantes e alcançar os índices inéditos
observados em Mirassolândia.
"A
introdução desse tratamento trouxe um impacto imediato. Observamos menos
pacientes nos postos de saúde e, principalmente, uma queda expressiva nas
internações. Isso reduziu despesas do município e também trouxe reflexos
positivos para o setor produtivo, com menos afastamentos de trabalhadores”,
afirmou a especialista em saúde pública Dra. Myrcia Marconatto.
Impacto nacional e expectativa
Para o Dr. Renan Marino, os resultados
obtidos em Mirassolândia podem representar um divisor de águas no enfrentamento
da dengue:
"Se
replicarmos esses índices em larga escala, poderemos aliviar a pressão sobre
hospitais de todo o Brasil e melhorar significativamente a qualidade de vida
dos pacientes. A ciência mostra que é possível transformar a realidade da
dengue”, destacou o pesquisador.
A farmacêutica Karina Botero, responsável
técnica pelo projeto, reforçou a dimensão social do avanço:
"Esse
resultado significa esperança não apenas para Mirassolândia, mas para todas as
comunidades brasileiras que convivem com epidemias recorrentes.”
Especialistas ressaltam, contudo, que o
tratamento não substitui a prevenção. A eliminação de criadouros, as campanhas
educativas e o fortalecimento da atenção básica continuam sendo fundamentais
para o controle da dengue no país.
O êxito de Mirassolândia mostra que a ciência
brasileira pode oferecer soluções de impacto global. Com investimento,
políticas públicas e inovação, a luta contra a dengue pode estar diante de uma
nova era.