Foto por: Lucas Israel
O médico Paulo Bassan com a ficha pela criação do Aliança pelo Brasil

Bolsonaristas fazem arrastão em Rio Preto para formar o Aliança pelo Brasil

Por: Maria Elena Covre, Lucas Israel e Fabrício Carareto
11/01/2020 às 12:04
Bastidores

A meta é colher no Pais inteiro 1 milhão de assinaturas, o dobro em relação ao mínimo necessário para registrar um partido.

Primeiro impacto

Bolsonaristas de Rio Preto realizaram na manhã deste sábado (11) um "arrastão” para coleta de assinaturas e validar o registro partidário do Aliança pelo Brasil. O ato político ocorreu no 2º Cartório de Notas, na rua Voluntários de São Paulo. O médico Paulo Bassan e o coronel da reserva da Polícia Militar e ex-comandante do CPI-5 Luiz Roberto Vicente, bolsonaristas convictos, marcaram presença desde as primeiras horas da manhã. De acordo com os organizadores, 90 pessoas passaram pelo local e assinaram o documento pela criação da legenda.


Segundo impacto

O grupo planeja, ainda, uma ação mais ampla no dia 18 de janeiro, nas cidades que fazem divisa com Rio Preto, como Guapiaçu, Mirassol, Bady Bassitt, Mirassolândia, Cedral e Onda Verde para colher mais assinaturas.


Objetivo

A expectativa da alta cúpula bolsonarista é que sejam colhidas, em todo o Brasil, 1 milhão de assinaturas até o início de fevereiro. O prazo foi estabelecido para tentar pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a formalizar o Aliança pelo Brasil antes de 4 de abril, quando se encerra o registro dos partidos que querem participar das eleições de 2020. A quantidade mínima necessária para aprovar a criação de uma legenda é de 500 mil assinaturas.


Pé na tábua

E, para cumprir o prazo estabelecido, os apoiadores do presidente querem acelerar o passo. Tudo para não correr o risco da análise do TSE ficar para as eleições de 2022 e, com isso, perder a chance de concorrer nas urnas neste ano. "É um partido que está nascendo da maneira correta. A gente só precisa acelerar. O Brasil tem pressa, e o presidente também”, afirmou Paulo Bassan.


Vermelho, não

Segundo Danila Azevedo, uma das organizadoras do ato, o Aliança terá dois grandes filtros: não entra no partido quem responde a ações por improbidade administrativa e quem tem no passado filiação a partidos de esquerda, como PT, PSol e PC do B. "Temos critérios para que o Aliança seja um partido diferenciado, com valores e com histórico de pessoas idôneas”, afirmou Danila.


Nada de apavoro

Apesar da pressa, o grupo trata como distante uma possibilidade de candidatura a prefeito em Rio Preto. Bassan, que era o pré-candidato do PSL na corrida pela Prefeitura, ainda encara uma possível candidatura como muito distante. "Isso é uma coisa que tem que ser discutida. Agora eu sou Aliança e isso tem que ser discutido com os novos atores, com as executivas e grupos de apoio. Deixa sair o partido primeiro”, afirmou.


Explicando 1

O secretário de Governo de Rio Preto, Jair Moretti, entrou em contato para repercutir sua postagem feita no Facebook, e publicada aqui na coluna Bastidores, na qual ele critica a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de subsidiar energia elétrica para templos religiosos. 


Explicando 2

Disse Moretti à coluna: "Não sou contra subsídios. Sou contra subsídios ao consumo. Sou favorável ao subsídio a produção, quando o produto a ser subsidiado venha favorecer os mais pobres. É o caso do arroz, feijão, farinha de mandioca etc”, afirmou o secretário. Seu posicionamento em relação aos templos, porém, irritou lideranças evangélicas.


IPTU polêmico

O secretário de Governo aproveitou ainda para tentar amenizar as críticas que o prefeito Edinho Araújo (MDB) tem recebido nas redes sociais desde sexta-feira (10), especialmente no Facebook do DLNews, por reajustar o IPTU em 4,31%. "O prefeito Edinho não está aumentando IPTU, ele está apenas fazendo correção pelo IPCA, a exemplo de todos os itens que compõem a cesta básica de consumo brasileiro para efeitos das correções, a exemplo do próprio salário mínimo”, disse Moretti. 


Corredores da discórdia

O sempre oposicionista Marco Rillo (PT) quer protocolar um pedido de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para analisar os corredores de ônibus, recentemente postos em operação, mas cujas obras demoraram muito mais que o estimado inicialmente. O projeto ainda contou com alterações que elevaram o custo da obra em R$ 11 milhões, chegando a R$ 64 milhões no valor total.


Pente-fino

Segundo o vereador, outra alteração ocorreu nas guias, que inicialmente seriam feitas de granito, mas foram substituídas pelas de concreto. "A Câmara não pode ficar alheia a isso. É, no mínimo, nossa obrigação. Eu estou analisando os contratos, os aditivos de tempo e de dinheiro para a gente ver os fatos determinados para pedir a CEI”, afirmou o petista.


Missão ingrata

Resta saber quem é que vai assinar o pedido de abertura da comissão que pode respingar nos dois maiores atores do pleito de outubro: Edinho Araújo (MDB) e Valdomiro Lopes (PSB). Rillo garante que vai passar em todos os gabinetes para conversar com as parlamentares para pedir o aval pra sua CEI.


Tudo certo

A queda na produção industrial em novembro, divulgada pelo IBGE na última quinta-feira (9), já era tida como esperada pelo setor. Segundo Luiz Fernando Lucas, diretor-regional do Ciesp, a redução tem muito mais relação com as vendas de final de ano do que com uma eventual crise do setor. "Já existe uma sazonalidade da indústria. Os produtos para o final de ano são feitos até outubro e as entregas eram feitas já em novembro”, explica.


Nada certo

Apesar disso, os empresários do setor ainda veem uma recuperação econômica ainda lenta. "É algo esperado, mas a retomada econômica do Brasil está muito lenta. A retomada consistente ainda não aconteceu de fato. Tudo é esperado, inclusive nada”, complementou Lucas.






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