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Medida ajuda templos a pagar menos por energia elétrica

Subsídio de luz a templos causa polêmica e pode beneficiar ao menos 1,2 mil igrejas em Rio Preto

Por: Maria Elena Covre e Fabrício Carareto, com Karol Granchi
10/01/2020 às 20:35
Bastidores

Bolsonarista assumido, Jair Moretti, secretário de Governo de Rio Preto, critica medida, mas pastores a defendem

Subsídio a templos 
A decisão confirmada, mas ainda não oficializada, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de subsidiar energia elétrica para templos religiosos é a mais nova polêmica da vez. E já tem figuras políticas relevantes de Rio Preto arrumando confusão considerada desnecessária em torno do assunto em ano eleitoral. 

Bom dia a cavalo 1 
Sem vereadores para tourar durante o recesso e de férias, Jair Moretti, secretário de Governo de Edinho Araújo (MDB), resolveu opinar nas redes sociais sobre o assunto. "Apoio Bolsonaro, mas não concordo com tudo que ele faz. Sou contra sua proposta de subsídios de energia elétrica para templos religiosos”, escreveu no Face, abrindo caminho para uma série de críticas. 

Bom dia a cavalo 2
Ao completar um comentário irônico em sua postagem sobre as igrejas, ele completou. ."Então Deus disse ’Faça a Luz’ e tudo se iluminou. O que falta ao povo é fé e não energia barata”, completou. 

Reclamaram
Embora a lei não seja voltada apenas para templos evangélicos, lideranças dessa denominação religiosa foram os que criticaram a postura de Moretti. Vale dizer que somente na Câmara, quatro vereadores são representantes da comunidade evangélica:  Anderson Branco (PR), Karina Caroline (Republicanos), Gerson Furquim (PP) e Jean Dornelas (PSL). 

É muita igreja 
A Prefeitura de Rio Preto ficou de fornecer na segunda-feira (13) dados oficiais sobre o número de templos religiosos na cidade. Estimativas de parlamentares, no entanto, aponta para aos menos 1,2 mil no total. Ou seja, volume grande de beneficiados pelo subsídio da luz. 

Papel social 
Sem entrar na questão Moretti, uma vez que ele nem a acompanhou, o pastor Edevaldo Soldeira Rodrigues, da Primeira Igreja Batista de Rio Preto, defende a medida do governo federal. "Imagino que ele (presidente) deseja beneficiar as igrejas em razão de sua característica social. As igrejas no Brasil são responsáveis em abençoar muitas pessoas e famílias com suas programações de inclusão, recuperação de famílias, amparo às crianças, cuidado social na recuperação de dependentes químicos, entre outras atividades que revelam profundo amor ao próximo”, afirmou. 

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