Foto por: Divulgação
José Eduardo Alckmin: reforço na defesa de Valdomiro

Valdomiro contrata ex-ministro do TSE para reverter decisão que pode deixá-lo fora das urnas até 2024

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Lucas Israel
06/12/2019 às 19:57
Bastidores

Ex-prefeito de Rio Preto, condenado por improbidade administrativa, será defendido por José Eduardo Alckmin, primo do ex-governador Geraldo Alckmin

Reforço na defesa 
O ex-prefeito de Rio Preto Valdomiro Lopes (PSB) percebeu que o jogo é bruto e tratou de reforçar, e muito, sua defesa no processo que o acusa de improbidade administrativa por inflar o número de comissionados na Prefeitura de Rio Preto. O pessebista, que já acumula condenações em primeira e segunda instâncias, contratou o advogado José Eduardo Alckmin, primo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). 
 
Currículo poderoso 
Eduardo Alckmin é dono de um currículo poderoso. Já foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1996 e 2001, além de ter atuado como substituto no mesmo órgão entre 1991 e 1994. Ele é conhecido como um dos mais influentes advogados de Brasília e está à frente dos recursos que podem colocar Valdomiro na disputa eleitoral de 2020.

Caldo de galinha
Aliados do ex-prefeito creditam ao processo judicial o resguardo de Valdomiro num momento em que os pré-candidatos já se consomem em aparições públicas e articulações de bastidores. Isso porque Valdomiro foi condenado em 2ª instância e perda dos direitos políticos por cinco anos, o que inviabilizaria sua tentativa de retornar à Prefeitura de Rio Preto. E também poderia sepultar uma nova investida para a Câmara dos Deputados em 2022, já que a pena só seria encerrada em 2024. Daí o empenho em tentar virar o jogo nos tribunais. 

Virou atração 
Se o lugar é equivocado. Se o custo – R$ 64 milhões – é uma afronta aos cofres públicos. Se o nome dado ao local fere o princípio da impessoalidade e irrita o prefeito Edinho Araújo (MDB). Se o formato é pura provocação, por lembrar um V. Se a funcionalidade é questionada. Nada disso tirou a empolgação de uma gama considerável de usuários do novo terminal urbano Valdomiro Lopes da Silva. O pessoal do busão anda deslumbrado com o visual do local, fazendo selfies em todo canto e postando nas redes sociais e grupos de WhatsApp.  

Empurrãozinho 
O congresso do PSDB neste sábado (7) em Brasília tem tudo para dar aquele empurrãozinho que estaria faltando para o vereador-delegado Renato Pupo (PSD) decidir de vez se vai mesmo se alojar no ninho tucano, um dilema que o consome há alguns meses.  

Endireitou 
No encontro nacional do tucanato, o partido deverá sepultar de vez sua vertente mais "social” e embarcar no discurso de direita que encanta bolsonaristas. Entre os posicionamentos que serão assumidos em documento estão a defesa de mensalidade em universidades públicas para quem pode pagar, demissão de servidores públicos e redução da idade penal para 16 anos em caso de crime hediondo. 

E o ranço?
A angústia de Pupo em saltar do flerte para o casamento com o PSDB residiria justamente no fato de sua base eleitoral, composta por setores das polícias e parte da elite rio-pretense, gostar muito mais deste tipo de discurso. A pendência, agora, é superar o ranço que policiais Civil e Militar nutrem, hoje, pelo governador João Doria (PSDB). 

Urgência 
O Vereador Marco Rillo (PT) protocolou requerimento de urgência especial para votação do Projeto de Lei 265/19, que obriga a prefeitura a informar, no Portal da Transparência, quais os funcionários que são de livre nomeação do prefeito, ou seja, comissionados.

É legal 
A proposta recebeu parecer pela legalidade da diretoria jurídica da Câmara e também das comissões de Justiça, Redação, Finanças e Orçamento. "A lista dos funcionários possibilitará que o cidadão facilmente diferencie os gastos com cargos políticos dos cargos de carreira”, justifica o vereador. Na real, o petista quer mesmo é mapear e contabilizar quem apadrinha quem no governo municipal.

Calcanhar?
Os comissionados, aliás, são alvo de dois vereadores na Câmara. Além da investida de Marco Rillo, o pepista Gerson Furquim, que solicitou a quantidade de apadrinhados contratados pela Prefeitura, quais cargos eles ocupam e os salários recebidos, não se sentiu satisfeito com a resposta. O município informou apenas a primeira questão: 237. As outras foram ignoradas.

Pendurou a farda
O ex-vereador Márcio Larranhaga agora também é ex-policial rodoviário federal. Ele conseguiu se aposentar do serviço público no último dia 28, após atuar na PRF por 25 anos e ficar afastado durante um ano para trabalhar como assessor parlamentar do deputado Celso Russomanno (Republicanos) na Câmara dos Deputados em Brasília.

Há vida depois da Câmara
Depois de uma jornada de quatro anos na Câmara de Rio Preto, com atuação discreta e marcada pelo projeto de lei que proíbe festas Open Bar na cidade, Larranhaga não conseguiu a reeleição. Com 1.535 votos, o vereador ficou na 33ª posição na corrida pelo legislativo e resolveu se dedicar a outras atividades em uma ONG e chegou a até mesmo escrever um livro.

Esticou a corda 
Anderson Branco decidiu pegar carona na polêmica do financiamento do Carnaval de Rio Preto e esticar a corda num cabo de guerra com os colegas de vereança Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (Patriota). Os dois últimos estão botando pressão junto à administração municipal para bancar os desfiles das escolas de samba da cidade. Branco, por sua vez, focou os "inimigos” de Momo e começou a defender que o dinheiro que seria destinado à folia seja revertido para cobertura da passarela do novo terminal rodoviário. 
 
Negou 1
A Justiça de Catanduva negou pedido de liminar do ex-prefeito Afonso Macchione Neto (PSB) para voltar ao cargo. A decisão foi dada na tarde desta sexta-feira (6) pelo juiz José Roberto Lopes Fernandes, da 1ª Vara Cível da cidade.

Negou 2
Macchione foi cassado pela Câmara de Vereadores em maio sob acusação de uso de ônibus escolares durante as férias para transporte de passageiros, já que o contrato com a empresa responsável pela prestação do serviço na cidade não tinha sido renovado. 

Negou 3
O pessebista pediu a nulidade do procedimento de cassação porque, segundo ele, houve "violação do direito de defesa e devido processo legal”. O magistrado não comprou. 






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